Doutor Drauzio Varella mostra no fantástico o tipo mais agressivo dessa hepatite: o tipo C.
A hepatite C é uma doença causada por um vírus caprichoso, que entra pela corrente sanguínea e permanece no organismo por muitos anos. Agredindo o fígado na covardia, sem provocar sintomas. Hepatite C não tem vacina. A hepatite B tem. A hepatite C não. Há de um milhão e meio a dois milhões de brasileiros com hepatite C crônica. Se não forem identificados e tratados com medicamentos, muitos deles só poderão ser salvos pelo transplante de fígado. Não haverá órgãos disponíveis para tanta gente.
Quando tinha 22 anos de idade, Ricardo descobriu que era portador de hepatite C. Não sentia nada. Fez tratamento, mas não conseguiu eliminar o vírus. Agora, como está com cirrosa, faz uma nova tentativa.
“O hepatologista me avisou que eu teria que estar retomando as medicações e que a chance agora do vírus da hepatite C negativar é grande. Só que como eu tenho também cirrose, esse processo da cirrose não tem como sumir, mas a carga viral negativando já é um grande avanço. Dá para prolongar mais uns anos de vida”, explica Ricardo.
De 20% a 30% dos portadores de hepatite C desenvolvem cirrose. Um processo contínuo e irreversível de destruição das células do fígado que afeta o funcionamento do órgão. A cirrose pode ser interrompida, mas as áreas destruídas do fígado não se recuperam.
Ricardo conta como contraiu a doença: “Quando eu tinha 3 anos de idade, eu tive uns problemas respiratórios, precisei ficar internado na UTI e recebi sangue. É a única coisa que pode ter acontecido, porque eu nunca tive contato com drogas, nunca participei de grupos de risco. A única hipótese é essa”.
Hoje, as transfusões são muito seguras no Brasil. O sangue é testado contra várias doenças. Entre elas, contra hepatite C. Infelizmente não era assim no passado. O vírus era desconhecido, não havia teste. O teste só se tornou obrigatório em 1993. Por isso, precisam ser testados todos os que receberam sangue antes de 1993. Além deles, os usuários de drogas injetáveis, aqueles que tomaram injeções com seringas de vidro, os portadores de HIV e todos os que se feriram com instrumentos cortantes usados por outras pessoas.
Ely Rocha descobriu que tinha hepatite C por causa de uma ferida no pé que não curava. Aos poucos, seu quadro foi se agravando, pés inchados, barriga d’água e por fim a confusão mental. Sinais de hepatite C crônica em estágio avançado.
‘Eu comecei a tirar água da barriga. Em uma semana, tirava duas vezes. Isso me prejudicou muito. Quando eu precisava ir a banco, aos lugares, eu não usava o carro. Eu ia a pé, porque eu gosto de andar. Aí fui me restringindo. Se eu desse uma volta no quarteirão, não tinha pique para voltar”. “Eu sinto que parei no meio do caminho, Eu não estou vivendo”.
Com o fígado destruído pela hepatite C, Ely só tinha uma alternativa: o transplante. “Meu caçula, o Hélio, se prontificou a ser meu doador. Eu acho que vai melhorar. Porque pior do que está não fica”.
Sem tratamento, o vírus da hepatite C destrói o fígado devagarzinho. Na fase final, o transplante é a única saída. Mas o transplante não é obrigatório. Quando descoberto mais cedo, a hepatite C pode ser tratada com medicamentos para eliminar o vírus e acabar com a doença, gratuitamente, pelo SUS. Em nosso país, há mais de um milhão de pessoas com hepatite C. Apenas 20 mil recebem tratamento. E as outras, vão depender de transplante?
O tratamento da hepatite C com medicamento não é fácil. Os remédios são muito eficazes para combater o vírus, mas provocam efeitos colaterais. “Estou com sintomas de febre, tremendo muito, dor de cabeça, os olhos irritados... Continuo sentindo dor de cabeça ainda, corpo cansado, fadigado... Ontem eu tomei o Interferon Peguilado. Não senti sintoma algum, só da medicação até o momento... Os dias estão se passando que eu tomando o Interferon Ribavirina, eu estou sentindo que estou ficando mais ansioso, um pouco nervoso com situações que normalmente eu não ficaria... Eu estou melhorando a cada dia que passa, estou sentindo menos os sintomas das medicações”, narra Ricardo.
O tratamento é de 48 semanas. “Quando terminar o tratamento, eu espero viver minha vida normalmente, constituir uma família. Após o tratamento acabar, essas 48 semanas, eu tenho que esperar mais seis meses para poder pensar em constituir uma família, porque – até o momento – se eu tiver um filho, a criança pode nascer com algum problemas devido às medicações. Mas espero levar minha vida normalmente como sempre levei”, revela Ricardo.
“Quando a cabeça está boa, você pode estar fisicamente mal, mas a cabeça também não estava boa. Eu era uma pessoa que contava uma coisa agora e daqui a cinco minutos contava a mesma história. E aí que eu estava percebendo que estava indo embora”, diz Ely.
“Quando acordei do transplante, parecia um sonho. A primeira coisa que eu fiz foi pôr a mão na barriga. Não tinha barriga. Eu sentia minha cabeça pensando melhor, falando coisa com coisa. Não estava mais sendo repetitivo”, Ely.
No Brasil, quem sofre de hepatite C crônica nem desconfia. Quando descobre é tarde, muito tarde. Já corre risco de perder a vida. Só existe uma forma de você saber se é portador do vírus: faça o teste. É de graça pelo SUS. Nós, médicos, temos a obrigação de pedir o teste para nossos pacientes. É simples. É só escrever anti-HCV.
“Pra mim, eu falo que ele é meu filho, eu não tenho filho, mas eu praticamente dei à vida pra ele de novo”, diz Hélio Fernando Rocha, filho de Ely.
“Eu tive que deixar de comer churrasco, que eu era apaixonado. Leite, derivado de leite eu não podia comer. A comida era sal, tudo era insosso, eu não me sentia bem, parece que não me alimentava. Hoje eu tenho esperança de estar mais alguns anos entre o pessoal, curtir meus netos, curtir minha família, meus filhos. Eu hoje me sinto satisfeito, feliz da vida”, comenta Ely.
Fonte: Fantástico
sábado, 30 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
Por que a Íris humana é colorida?

Por causa da presença de melanina, pigmento que também confere cor à pele e ao cabelo, explica o oftalmologista Paulo Augusto de Arruda Mello, presidente do
Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Quanto mais melanina a íris concentrar, mais escura ela será. “O papel da íris é regular a quantidade de luz que entra no interior dos olhos, por meio da abertura e fechamento da pupila, a bolinha preta no centro do olho”, afirma Paulo. A maioria da população tem olhos escuros, enquanto apenas 2% da humanidade têm olhos verdes – os mais raros. Olhos azuis são mais comuns nos países da Europa Central e do Norte. Um estudo recente feito por geneticistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, apontou que todas as pessoas de olhos azuis teriam um mesmo antepassado comum. Segundo os autores, a mutação ocorrida em um gene de apenas uma pessoa há cerca de 10 mil anos teria alterado a produção de melanina e dado origem aos olhos azuis. Antes desse episódio, segundo o estudo, todo mundo tinha olhos castanhos.
Fonte: Uol
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Pílula faz crescer risco de infecção pelo HIV
São Paulo - Mulheres infectadas com o HIV têm quase o dobro de chance de transmitir o vírus se estiverem usando métodos contraceptivos hormonais. Já as mulheres sem o vírus que utilizam os mesmos métodos correm mais risco de serem contaminadas. O estudo, desenvolvido na Universidade de Washington, foi divulgado ontem na 6.ª Conferência da Sociedade Internacional de Aids (IAS), em Roma.
A pesquisa foi feita entre 2004 e 2010 em sete países da África - Quênia, Uganda, Ruanda, Botswana, Zâmbia, Tanzânia e África do Sul -, com cerca de 2,5 mulheres com HIV que tinham parceiros não infectados. Um terço tomou pílula ou usou injeção hormonal como método contraceptivo. Entre os parceiros dessas mulheres, o índice de infecção foi de 2,61% por ano. No outro grupo, a taxa foi de 1,51%.
Também foram observados cerca de 1,3 mil casais em que apenas o homem tinha o vírus. Cerca de 20% das parceiras usavam um método contraceptivo hormonal, na maioria injeções. O estudo mostra que, nesse grupo, o índice de mulheres infectadas foi de 6,6%, contra 3,8% entre aquelas que não usavam método hormonal para evitar a gravidez.
Segundo os pesquisadores, não havia diferenças significativas no uso de camisinha ou no comportamento sexual que poderiam interferir no resultado. Conforme os pesquisadores, não há dados suficientes que indiquem o motivo de os hormônios aumentarem o risco de contaminação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Uol
A pesquisa foi feita entre 2004 e 2010 em sete países da África - Quênia, Uganda, Ruanda, Botswana, Zâmbia, Tanzânia e África do Sul -, com cerca de 2,5 mulheres com HIV que tinham parceiros não infectados. Um terço tomou pílula ou usou injeção hormonal como método contraceptivo. Entre os parceiros dessas mulheres, o índice de infecção foi de 2,61% por ano. No outro grupo, a taxa foi de 1,51%.
Também foram observados cerca de 1,3 mil casais em que apenas o homem tinha o vírus. Cerca de 20% das parceiras usavam um método contraceptivo hormonal, na maioria injeções. O estudo mostra que, nesse grupo, o índice de mulheres infectadas foi de 6,6%, contra 3,8% entre aquelas que não usavam método hormonal para evitar a gravidez.
Segundo os pesquisadores, não havia diferenças significativas no uso de camisinha ou no comportamento sexual que poderiam interferir no resultado. Conforme os pesquisadores, não há dados suficientes que indiquem o motivo de os hormônios aumentarem o risco de contaminação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Uol
terça-feira, 19 de julho de 2011
Radioatividade no Japão...
O governo do Japão proibiu nesta terça-feira a distribuição de carne bovina da província de Fukushima, após a confirmação de que mais de 600 vacas foram alimentadas com forragem contaminada com césio radioativo.
Até o momento, as autoridades confirmaram que pelo menos 648 vacas foram alimentadas com forragem contaminada e tiveram sua carne distribuída em 38 das 47 províncias do Japão.
Os primeiros casos foram detectados em 10 de julho, quando as análises efetuadas em carne procedente de uma fazenda situada a pouco mais de 20 quilômetros da usina de Fukushima revelaram que continha níveis de césio radioativo muito superiores aos limites estabelecidos.
A confirmação dos últimos casos gerou preocupação no Japão, onde o próprio primeiro-ministro, Naoto Kan, se desculpou hoje por "não ter sido capaz de impedir que isto acontecesse".
O ministro da Agricultura e da Pesca, Michihiko Kano, assegurou por sua vez que trabalhará com a pasta de Saúde para assegurar que nenhuma peça de carne contaminada "chegará ao mercado", ao tempo que anunciou novas análises sobre a forragem produzida em amplas áreas do arquipélago.
O governo manterá a proibição sobre a carne bovina de Fukushima até que se possa assegurar que seu consumo é seguro, segundo a agência "Kyodo".
O Ministério da Saúde, em mensagem para tranquilizar os consumidores, assinalou que o consumo de carne com níveis de césio radioativo superiores ao limite fixado pelo Governo não afeta seriamente a saúde.
Fonte: uol
Até o momento, as autoridades confirmaram que pelo menos 648 vacas foram alimentadas com forragem contaminada e tiveram sua carne distribuída em 38 das 47 províncias do Japão.
Os primeiros casos foram detectados em 10 de julho, quando as análises efetuadas em carne procedente de uma fazenda situada a pouco mais de 20 quilômetros da usina de Fukushima revelaram que continha níveis de césio radioativo muito superiores aos limites estabelecidos.
A confirmação dos últimos casos gerou preocupação no Japão, onde o próprio primeiro-ministro, Naoto Kan, se desculpou hoje por "não ter sido capaz de impedir que isto acontecesse".
O ministro da Agricultura e da Pesca, Michihiko Kano, assegurou por sua vez que trabalhará com a pasta de Saúde para assegurar que nenhuma peça de carne contaminada "chegará ao mercado", ao tempo que anunciou novas análises sobre a forragem produzida em amplas áreas do arquipélago.
O governo manterá a proibição sobre a carne bovina de Fukushima até que se possa assegurar que seu consumo é seguro, segundo a agência "Kyodo".
O Ministério da Saúde, em mensagem para tranquilizar os consumidores, assinalou que o consumo de carne com níveis de césio radioativo superiores ao limite fixado pelo Governo não afeta seriamente a saúde.
Fonte: uol
domingo, 17 de julho de 2011
Europeus consomem mais álcool e gordura...
Genes levam europeus a consumir mais álcool e gordura, diz estudo.
Europeus são programados geneticamente para consumir mais álcool e gordura, diz estudo
Descendentes de europeus podem ser programados geneticamente para consumir mais comidas gordurosas e álcool do que pessoas originárias de outras partes do mundo, segundo estudo feito na Universidade de Aberdeen, na Escócia.
Cientistas afirmam que um tipo de interruptor, ou DNA que ativa e desativa o gene galanina dentro das células, regula a sede e o apetite.
"O interruptor controla áreas do cérebro que nos permite selecionar comidas que gostaríamos de comer e, se ele está ligado com intensidade, temos chances maiores de querer comer comidas mais gordurosas e álcool", disse à BBC Alasdair MacKenzie, responsável pela pesquisa.
"O fato de que o interruptor mais fraco é encontrado com frequência maior nos asiáticos, em comparação com os europeus, sugere que eles teriam inclinação menor de selecionar estas opções."
SOBREVIVÊNCIA
O cientista afirma que "é possível que durante o inverno os indivíduos com o interruptor mais fraco não sobrevivessem tão bem na Europa como os que tinham o dispositivo mais forte e, como resultado, as pessoas no Ocidente teriam evoluído favorecendo uma dieta mais rica em gordura e álcool".
"Os resultados nos oferecem uma visão da vida dos antigos europeus, quando os laticínios e a cerveja eram fontes de calorias importantes durante os meses de inverno. Desta forma, a preferência por comidas com mais gordura e álcool seria importante para a sobrevivência."
"Os efeitos negativos da gordura e do álcool que vemos hoje não teriam importado tanto na época, quando a expectativa de vida variava entre 30 e 40 anos."
O estudo também relacionou o gene com a depressão.
"A galanina também é produzida em uma área do cérebro chamada amígdala cerebelosa que controla o medo e a ansiedade. Portanto, níveis variáveis de galanina na amígdala afetam o estado emocional do indivíduo."
"Curiosamente, o interruptor também estava ativo na amígdala", diz ele.
O estudo está sendo divulgado na publicação científica "Journal of Neuropsychopharmocology".
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/
Europeus são programados geneticamente para consumir mais álcool e gordura, diz estudo
Descendentes de europeus podem ser programados geneticamente para consumir mais comidas gordurosas e álcool do que pessoas originárias de outras partes do mundo, segundo estudo feito na Universidade de Aberdeen, na Escócia.
Cientistas afirmam que um tipo de interruptor, ou DNA que ativa e desativa o gene galanina dentro das células, regula a sede e o apetite.
"O interruptor controla áreas do cérebro que nos permite selecionar comidas que gostaríamos de comer e, se ele está ligado com intensidade, temos chances maiores de querer comer comidas mais gordurosas e álcool", disse à BBC Alasdair MacKenzie, responsável pela pesquisa.
"O fato de que o interruptor mais fraco é encontrado com frequência maior nos asiáticos, em comparação com os europeus, sugere que eles teriam inclinação menor de selecionar estas opções."
SOBREVIVÊNCIA
O cientista afirma que "é possível que durante o inverno os indivíduos com o interruptor mais fraco não sobrevivessem tão bem na Europa como os que tinham o dispositivo mais forte e, como resultado, as pessoas no Ocidente teriam evoluído favorecendo uma dieta mais rica em gordura e álcool".
"Os resultados nos oferecem uma visão da vida dos antigos europeus, quando os laticínios e a cerveja eram fontes de calorias importantes durante os meses de inverno. Desta forma, a preferência por comidas com mais gordura e álcool seria importante para a sobrevivência."
"Os efeitos negativos da gordura e do álcool que vemos hoje não teriam importado tanto na época, quando a expectativa de vida variava entre 30 e 40 anos."
O estudo também relacionou o gene com a depressão.
"A galanina também é produzida em uma área do cérebro chamada amígdala cerebelosa que controla o medo e a ansiedade. Portanto, níveis variáveis de galanina na amígdala afetam o estado emocional do indivíduo."
"Curiosamente, o interruptor também estava ativo na amígdala", diz ele.
O estudo está sendo divulgado na publicação científica "Journal of Neuropsychopharmocology".
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/
sábado, 16 de julho de 2011
Síndrome metabólica
Para detectar os sintomas da síndrome metabólica descritos acima, é importante fazer acompanhamento médico. A pressão e a circunferência abdominal podem ser medidos em qualquer exame de rotina, no consultório mesmo. Os índices de glicemia, triglicerídeos e colesterol são obtidos por meio de exame de sangue.
De toda forma, os fatores estão relacionados à obesidade. Quanto a isso, não há segredo: mudanças na alimentação e prática de exercícios físicos são o caminho para perder peso.
Em Marília (SP), o caso de um soldado da Polícia Militar que descobriu que tinha a síndrome mexeu com todo o batalhão. Os colegas perceberam a importância de manter a forma e decidiram, em conjunto, perder uma tonelada.
Fonte:Bem estar
De toda forma, os fatores estão relacionados à obesidade. Quanto a isso, não há segredo: mudanças na alimentação e prática de exercícios físicos são o caminho para perder peso.
Em Marília (SP), o caso de um soldado da Polícia Militar que descobriu que tinha a síndrome mexeu com todo o batalhão. Os colegas perceberam a importância de manter a forma e decidiram, em conjunto, perder uma tonelada.
Fonte:Bem estar
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