quarta-feira, 21 de julho de 2010

Micoses




Doenças da Pele
Micoses superficiais da pele


O que são?

As micoses superficiais da pele, em alguns casos chamadas de "tineas", são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos. Os fungos estão em toda parte podendo ser encontrados no solo e em animais. Até mesmo na nossa pele existem fungos convivendo "pacificamente" conosco, sem causar doença.

A queratina, substância encontrada na superfície cutânea, unhas e cabelos, é o "alimento" para estes fungos. Quando encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como: calor, umidade, baixa de imunidade ou uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo (alteram o equilíbrio da pele), estes fungos se reproduzem e passam então a causar a doença.

Manifestações clínicas

Existem várias formas de manifestação das micoses cutâneas superficiais, dependendo do local afetado e também do tipo de fungo causador da micose. Veja, abaixo, alguns dos tipos mais frequentes:

Tinea do corpo ("impingem"): forma lesões arredondadas, que coçam e se iniciam por ponto avermelhado que se abre em anel de bordas avermelhadas e descamativas com o centro da lesão tendendo à cura.




Tinea da cabeça
: mais frequente em crianças, forma áreas arredondadas com falhas nos cabelos, que se apresentam cortados rente ao couro cabeludo nestes locais (tonsurados). É muito contagiosa.

Tinea dos pés: causa descamação e coceira na planta dos pés que sobe pelas laterais para a pele mais fina.




Tinea interdigital ("frieira"): causa descamação, maceração (pele esbranquiçada e mole), fissuras e coceira entre os dedos dos pés. Bastante frequente nos pés, devido ao uso constante de calçados fechados que retém a umidade, também pode ocorrer nas mãos, principalmente naquelas pessoas que trabalham muito com água e sabão. Veja mais.
Tinea inguinal ("micose da virilha, jererê"): forma áreas avermelhadas e descamativas com bordas bem limitadas, que se expandem para as coxas e nádegas, acompanhadas de muita coceira. Veja mais.




Micose das unhas (onicomicose): apresenta-se de várias formas: descolamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha. Quando a micose atinge a pele ao redor da unha, causa a paroníquia ("unheiro"). O contorno ungueal fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, por consequência, altera a formação da unha, que cresce ondulada.

Veja mais.
Intertrigo candidiásico: provocado pela levedura Candida albicans, forma área avermelhada, úmida que se expande por pontos satélites ao redor da região mais afetada e, geralmente, provoca muita coceira. Veja mais.




Pitiríase versicolor ("micose de praia, pano branco"): forma manchas claras recobertas por fina descamação, facilmente demonstrável pelo esticamento da pele. Atinge principalmente áreas de maior produção de oleosidade como o tronco, a face, pescoço e couro cabeludo. Veja mais.

Tinea negra: manifesta-se pela formação de manchas escuras na palma das mãos ou plantas dos pés. É assintomática.
Piedra preta: esta micose forma nódulos ou placas de cor escura grudados aos cabelos. É assintomática.

Piedra branca: manifesta-se por concreções de cor branca ou clara aderidas aos pêlos. Atinge principalmente os pêlos pubianos, genitais e axilares e as lesões podem ser removidas com facilidade puxando-as em direção à ponta dos fios.

Como evitar as micoses ?

Hábitos higiênicos são importantes para se evitar as micoses. Previna-se seguindo as dicas abaixo:

Seque-se sempre muito bem após o banho, principalmente as dobras de pele como as axilas, as virilhas e os dedos dos pés.
Evite ficar com roupas molhadas por muito tempo.
Evite o contato prolongado com água e sabão.
Não use objetos pessoais (roupas, calçados, pentes, toalhas, bonés) de outras pessoas.
Não ande descalço em pisos constantemente úmidos (lava pés, vestiários, saunas).
Observe a pele e o pêlo de seus animais de estimação (cães e gatos). Qualquer alteração como descamação ou falhas no pêlo procure o veterinário.
Evite mexer com a terra sem usar luvas.
Use somente o seu material de manicure.
Evite usar calçados fechados o máximo possível. Opte pelos mais largos e ventilados.
Evite roupas quentes e justas. Evite os tecidos sintéticos, principalmente nas roupas de baixo. Prefira sempre tecidos leves como o algodão.

Tratamento
O tratamento vai depender do tipo de micose e deve ser determinado por um médico dermatologista. Evite usar medicamentos indicados por outras pessoas, pois podem mascarar características importantes para o diagnóstico correto da sua micose, dificultando o tratamento.

Podem ser usadas medicações locais sob a forma de cremes, loções e talcos ou medicações via oral, dependendo da intensidade do quadro. O tratamento das micoses é sempre prolongado, variando de cerca de 30 a 60 dias. Não o interrompa assim que terminarem os sintomas, pois o fungo nas camadas mais profundas pode resistir. Continue o uso da medicação pelo tempo indicado pelo seu médico.

As micoses das unhas são as de mais difícil tratamento e também de maior duração, podendo ser necessário manter a medicação por mais de doze meses. A persistência é fundamental para se obter sucesso nestes casos.

Obs: As informações contidas neste site não servem como diagnóstico médico.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Virus

Sabemos que os virus são muitos prejudiciais a nossa saúde e para dete-los precisamos de uma resposta imune adquirida por contato com os mesmos ou por medicamentos.
Vamos falar sobre informações sobre os vírus, como eles penetram no corpo humano, formação, fases de desenvolvimento, exemplos de doenças provocadas por vírus.
O que é

A palavra vírus tem sua origem no latim e significa toxina ou veneno. O vírus é um organismo biológico com grande capacidade de automultiplicação, utilizando para isso sua estrutura celular. É um agente capaz de causar doenças em animais e vegetais.


Formação

O vírus é formado por um capsídeo de proteínas que envolve o ácido nucléico, que pode ser RNA (ácido ribonucléico) ou DNA (ácido desoxirribonucléico). Em alguns tipos de vírus, esta estrutura é envolvida por uma capa lipídica com diversos tipos de proteínas.

Vida de um vírus

Um vírus sempre precisa de uma célula para poder replicar seu material genético, produzindo cópias da matriz. Portanto, ele possui uma grande capacidade de destruir uma célula, pois utiliza toda a estrutura da mesma para seu processo de reprodução. Podem infectar células eucarióticas (de animais, fungos, vegetais) e células procarióticas (de bactérias).

A classificação dos vírus ocorre de acordo com o tipo de ácido nucléico que possuem, as características do sistema que os envolvem e os tipos de células que infectam. De acordo com este sistema de classificação, existem aproximadamente, trinta grupos de vírus.

São quatro as fases do ciclo de vida de um vírus:

1. Entrada do vírus na célula: ocorre a absorção e fixação do vírus na superfície celular e logo em seguida a penetração através da membrana celular.
2. Eclipse: um tempo depois da penetração, o vírus fica adormecido e não mostra sinais de sua presença ou atividade.
3. Multiplicação: ocorre a replicação do ácido nucléico e as sínteses das proteínas do capsídeo. Os ácidos nucléicos e as proteínas sintetizadas se desenvolvem com rapidez, produzindo novas partículas de vírus.
4. Liberação: as novas partículas de vírus saem para infectar novas células sadias.

Outras Informações:

- Exemplos de doenças humanas provocadas por vírus: hepatite, sarampo, caxumba, gripe, dengue, poliomielite, febre amarela, varíola, AIDS e catapora.

- Os antibióticos não servem para combater os vírus. Alguns tipos de remédios servem apenas para tratar os sintomas das infecções virais. As vacinas são utilizadas como método de prevenção, pois estimulam o sistema imunológico das pessoas a produzirem anticorpos contra determinados tipos de vírus.

- A virologia é a ciência que estuda os vírus e suas propriedades.

Doenças Causadas por Vírus
Conheça as principais doenças causadas por vírus, gripe, poliomielite, contágio por vias respiratórias, sintomas, reprodução do vírus.
Instalção e proliferação dos vírus

Cada tipo de vírus tem afinidade por uma determinada parte de nosso corpo, por exemplo, o vírus da poliomielite tem afinidade pelo sistema nervoso central, o da gripe, pelas vias respiratórias, e assim por diante.


Essa “afinidade” será o fator determinante do local de instalação e proliferação do vírus. Os primeiros sintomas da infecção viral, somente aparecerão algum tempo após sua reprodução.

Este tempo de espera entre a infecção e o aparecimento dos primeiros sinais da doença é conhecido como período de incubação; contudo, ele não ocorre da mesma forma para todos os tipos de vírus.

O caso do vírus da gripe

No caso do vírus da gripe, o período de incubação leva em torno de 24 horas, já no caso do vírus da hepatite, o período de incubação poderá ocorrer durante vários meses.

Diferentemente do que ocorre com as bactérias, o vírus não pode ser atacado diretamente. A destruição do vírus é bastante problemática, uma vez que eles se instalam e se reproduzem dentro de nossas próprias células. Assim, ao tentarmos destruí-los, lesamos nossas células.

Outras doenças causadas por vírus

Há várias enfermidades causadas por vírus, as mais conhecidas são: varíola, varicela (catapora), herpes zoster, herpes simples, sarampo, rubéola, gripe, raiva, poliomielite, hepatite infecciosa, etc.

IMPORTANTE: as informações contidas nesta página servem apenas como fonte para pesquisas e trabalhos escolares. Portanto, não devem ser utilizadas para fins de orientação médica. Para tanto, procure um médico para receber orientações e o devido tratamento.