A Rubéola é uma doença infecto contagiosa, viral aguda e benigna, causada pelo Toga vírus ou Rubella vírus. É transmitida pelo ar e tem alto risco de contágio principalmente quando a pessoa doente respira, deixando o lugar em que ela se encontra contaminado. Esta doença propaga-se através de contatos diretos, vias respiratórias e secreções nasais. Os sintomas podem ficar “incubados” no organismo humano por até vinte dias sem dar sinal.
Assim como a catapora, o sarampo e a caxumba, a rubéola faz parte da lista das doenças infantis. E como tal é considerada, na maioria das vezes, uma doença inofensiva desde que tratada com os cuidados necessários.
O vírus da rubéola torna-se uma ameaça à tranquilidade materna, quando identificado na mulher durante a gestação. Segundo especialistas, a gestante deve evitar contato com o doente de rubéola no primeiro trimestre da gestação, pois durante esse período o vírus pode invadir a plancenta e infectar o embrião. Nessas circunstâncias, a rubéola pode causar aborto, morte fetal, parto prematuro e malformações congênitas como: surdez, retardo do crescimento intrauterino, microftalmia, catarata e retinopatia, cardiopatia, fissura orofacial, microcefalia e retardo mental.
Uma infecção, nos primeiros três meses da gravidez, pelo vírus da rubéola é suficiente para a indicação de aborto voluntário da gravidez. Com o objetivo de erradicar a doença, desde 2001, o Brasil tem investido em campanhas contra a Rubéola e se tornar o segundo país das Américas a conseguir este feito. Atualmente os EUA é o único país a ter o título livre da rubéola.
Em alguns casos a doença também pode ser transmitida de mãe para filho (rubéola congênita). Por meio de estudos sorológicos sabe-se que de 80% a 85% das mulheres em idade de ter filhos já tiveram rubéola no seu passado e ficaram imunizadas.
Sabemos que a melhor prevenção contra a rubéola é a vacina, que toda a criança toma logo nos primeiros meses de vida (Triplíce).
Não podem tomar a dose mulheres grávidas, pessoas que já tiveram reação alérgica grave à vacina, indivíduos com imunodeficiências congênitas ou adquiridas, pacientes que estão fazendo uso de corticoides (em doses, que baixam a imunidade), pessoas em tratamento quimioterápico e por transplantados de medula óssea cuja cirurgia tenha sido feita há menos de dois anos. Em caso de dúvida, consulte um profissional de saúde.
Mulheres em idade de procriação e que recebem a vacina não devem engravidar nos 3 meses seguintes. A maior proteção para o bebê é a mãe prevenir a infecção durante a gravidez. A mulher em idade fértil pode estar ou tornar-se imune ao vírus da rubéola através de várias estratégias que incluem a vacinação de todas as crianças com 15 meses de idade.
Geralmente seus principais sintomas são:
Febre alta;
Manchas avermelhadas pelo corpo (rosto, tronco e braços);
Dor de cabeça;
Dor no corpo, mal estar geral;
Ínguas na nuca e no pescoço;
Erupção na pele de cor avermelhada.
O período de contágio da rubéola varia, em média, entre 5 dias antes e 7 dias após o início do exantema (grosseirão na pele). A rubéola congênita é infecciosa por período de 12 a 18 meses e o vírus pode ser isolado em urina e secreções.
Um acompanhamento médico é indispensável. Existem algumas comprovações que não há o segundo contágio, isto é, uma vez que a pessoa foi infectada com a doença ela está imunizada por toda a vida.
Vale à pena lembrar a importância da vacinação em adolescentes, em especial em meninas, para que elas se imunizem do contágio da rubéola e fiquem protegidas da doença no período materno.
Equipe Filhos e Cia.
Fonte: Uol
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Problemas de visão na infância: como detectar.
Você sabia que o baixo rendimentoda crianças na escola pode indicar problemas de visão. Confira quais são os problemas oculares que atrapalham a vida dos pequenos e conheça outros sinais de dificuldades visuais na infância com o oftalmologista Leôncio de Souza Queiroz Neto.
O que ofusca a visão da meninada:
Miopia: a criança não enxerga bem de longe e normalmente prefere ler a brincar ao ar livre
Estrabismo: um ou os dois olhos se desalinham, apontando para direções diferentes. Pode ser tratado com óculos ou cirurgia
Hipermetropia: a dificuldade aqui é focalizar o que está perto. Mas esse desvio de refração costuma regredir com o passar da infância
Astigmatismo: as imagens se formam em planos diferentes e ficam distorcidas. Aí é duro distinguir o contorno das figuras
Ambliopia: trata-se do popular olho preguiçoso. O uso de um tampão costuma botar a preguiça pra correr
De olho nos sinais
Indícios que podem denunciar males visuais na infância :
· Criança que tem aversão ou não reage à luz.
· Lacrimejamento, olhos vermelhos com secreção e/ou tremor ocular.
· A criança mostra desinteresse por tudo à sua volta.
· Dor de cabeça
· Apresenta um ou ambos os olhos desviados para o nariz ou para fora.
· Tem a pupila muito grande, acinzentada ou opaca.
· Repare se a criança assiste tv muito perto da tela e aproxima o rosto para ler livros ou inclina a cabeça quando presta atenção em algo.
· Dores nos olhos.
· Tente descobriri se a criança distingue bem as cores
· Coceira ou ardência nos olhos
· Sonolência
Computador aumenta o risco de miopia?
Na verdade, não. Acontece que, quando sentamos diante da tela, os olhos trabalham em dobro para focar cada detalhe - e isso vale para crianças e adultos.
Fonte:mdemulher
O que ofusca a visão da meninada:
Miopia: a criança não enxerga bem de longe e normalmente prefere ler a brincar ao ar livre
Estrabismo: um ou os dois olhos se desalinham, apontando para direções diferentes. Pode ser tratado com óculos ou cirurgia
Hipermetropia: a dificuldade aqui é focalizar o que está perto. Mas esse desvio de refração costuma regredir com o passar da infância
Astigmatismo: as imagens se formam em planos diferentes e ficam distorcidas. Aí é duro distinguir o contorno das figuras
Ambliopia: trata-se do popular olho preguiçoso. O uso de um tampão costuma botar a preguiça pra correr
De olho nos sinais
Indícios que podem denunciar males visuais na infância :
· Criança que tem aversão ou não reage à luz.
· Lacrimejamento, olhos vermelhos com secreção e/ou tremor ocular.
· A criança mostra desinteresse por tudo à sua volta.
· Dor de cabeça
· Apresenta um ou ambos os olhos desviados para o nariz ou para fora.
· Tem a pupila muito grande, acinzentada ou opaca.
· Repare se a criança assiste tv muito perto da tela e aproxima o rosto para ler livros ou inclina a cabeça quando presta atenção em algo.
· Dores nos olhos.
· Tente descobriri se a criança distingue bem as cores
· Coceira ou ardência nos olhos
· Sonolência
Computador aumenta o risco de miopia?
Na verdade, não. Acontece que, quando sentamos diante da tela, os olhos trabalham em dobro para focar cada detalhe - e isso vale para crianças e adultos.
Fonte:mdemulher
domingo, 7 de agosto de 2011
Pedras nos rins atingem três vezes mais os homens que as mulheres.
Quem já teve pedra no rim garante: a dor é pior que a do parto. E a chance de reincidência da doença é grande – metade dos pacientes volta a ter o problema, e alguns sofrem ainda pela terceira vez. Os homens são o maior grupo de risco: três para cada mulher. E, com a idade e maus hábitos de vida, a probabilidade aumenta.
Para explicar as formas de prevenção, os fatores de risco e os tratamentos disponíveis, o Bem Estar desta quinta-feira (4) contou com a presença do urologista Marcelo Vieira e do nefrologista Celso Amodeo, que cuidam dos sistemas urinário e renal, respectivamente.
Segundo os médicos, no caso de receitas caseiras, como o chá de quebra-pedra, não é a folha que desfaz o cálculo renal ou ajuda o sistema urinário a expelir a pedra, mas sim a água do chá. Se a pessoa tomar um litro de água ou de chá, o efeito é o mesmo: o importante é beber líquido (pelo menos 2 litros por dia).
Outra recomendação é cuidar para não exagerar na quantidade de ervas do chá, pois em excesso elas podem ser tóxicas. Os pacientes também podem ingerir chás diuréticos, mas não cerveja, já que o álcool contribui para formar mais cálculos, em vez de ajudar a expelir o que já existe no rim.
Alimentos gordurosos, industrializados, ricos em sódio ou cálcio devem ser evitados ou consumidos com moderação por indivíduos propensos. Camarão, calabresa, amendoim, castanha do Pará, leite e derivados são alguns exemplos.
Além de fontes de cálcio, os frutos do mar contêm altas doses de ácido úrico, um dos principais fatores para a formação de pedras nos rins.
Obesidade e ganho de peso também estão associados ao problema. Quem tem índice de massa corporal (IMC) elevado e maior circunferência da cintura pode apresentar mais cálcio e ácido úrico na urina, o que aumenta o risco de formação de cálculos renais.
Funcionamento dos rins
Os dois rins têm de 1 milhão a 2 milhões de filtros cada para separar líquidos e resíduos do corpo, cujo resultado final é a urina. Estão localizados atrás dos órgãos abdominais e abaixo das costelas, mais ou menos no meio das costas. O direito costuma ficar mais baixo que o esquerdo.
Se a pedra estiver alojada no rim ou no trato urinário superior, a dor – aguda e muitas vezes confundida com problema de coluna – geralmente começa em uma área de flanco (ao lado das costas, próximo da cintura) e se irradia para a virilha. O médico normalmente faz um exame físico, tocando a parte de trás, sobre os rins, e pressionando o abdômen. O rim só é destruído quando há extrema obstrução ou infecção.
Exames de diagnóstico
- Raio X dos rins, ureteres e bexiga. As pedras de cálcio podem ser identificadas nas radiografias pela cor branca
- Tomografia computadorizada helicoidal, que detecta outras causas de dor na região. É melhor que o raio X, o ultrassom e a urografia infravenosa. Pode até localizar as substâncias químicas presentes em um cálculo
- Ultrassom, que pode sinalizar pedras claras, feitas de ácido úrico, e a obstrução no trato urinário. Não é útil para encontrar pedras muito pequenas
- Urografia excretora (PIV), um procedimento invasivo em que o médico injeta um corante no paciente e usa o raio X para mapear o trato urinário
- Urografia intravenosa (IVP), feita para confirmar a presença de pedras, apesar de algumas serem tão pequenas que nem aparecem. Também é injetado um corante no paciente e o raio X mostra o trato urinário
- Exames de urina, para analisar a acidez e a presença de cristais, infecção ou substâncias químicas que inibem ou promovem a formação de cálculos
Procedimentos disponíveis
- Litotripsia extracorpórea (ondas de choques) – transforma cálculos grandes em vários pequenos, que podem ser eliminados pelo xixi. A taxa de sucesso é de 70%
- Cirurgia percutânea (substitui a aberta) – é feita uma incisão de 1 cm nas costas
- Cirurgia endoscópica – realizada pela via urinária
- Duplo J – usado em cálculos parados no ureter (entre a bexiga e o rim), com objetivo de desobstruir o rim.
Fonte: Bem estar.
Para explicar as formas de prevenção, os fatores de risco e os tratamentos disponíveis, o Bem Estar desta quinta-feira (4) contou com a presença do urologista Marcelo Vieira e do nefrologista Celso Amodeo, que cuidam dos sistemas urinário e renal, respectivamente.
Segundo os médicos, no caso de receitas caseiras, como o chá de quebra-pedra, não é a folha que desfaz o cálculo renal ou ajuda o sistema urinário a expelir a pedra, mas sim a água do chá. Se a pessoa tomar um litro de água ou de chá, o efeito é o mesmo: o importante é beber líquido (pelo menos 2 litros por dia).
Outra recomendação é cuidar para não exagerar na quantidade de ervas do chá, pois em excesso elas podem ser tóxicas. Os pacientes também podem ingerir chás diuréticos, mas não cerveja, já que o álcool contribui para formar mais cálculos, em vez de ajudar a expelir o que já existe no rim.
Alimentos gordurosos, industrializados, ricos em sódio ou cálcio devem ser evitados ou consumidos com moderação por indivíduos propensos. Camarão, calabresa, amendoim, castanha do Pará, leite e derivados são alguns exemplos.
Além de fontes de cálcio, os frutos do mar contêm altas doses de ácido úrico, um dos principais fatores para a formação de pedras nos rins.
Obesidade e ganho de peso também estão associados ao problema. Quem tem índice de massa corporal (IMC) elevado e maior circunferência da cintura pode apresentar mais cálcio e ácido úrico na urina, o que aumenta o risco de formação de cálculos renais.
Funcionamento dos rins
Os dois rins têm de 1 milhão a 2 milhões de filtros cada para separar líquidos e resíduos do corpo, cujo resultado final é a urina. Estão localizados atrás dos órgãos abdominais e abaixo das costelas, mais ou menos no meio das costas. O direito costuma ficar mais baixo que o esquerdo.
Se a pedra estiver alojada no rim ou no trato urinário superior, a dor – aguda e muitas vezes confundida com problema de coluna – geralmente começa em uma área de flanco (ao lado das costas, próximo da cintura) e se irradia para a virilha. O médico normalmente faz um exame físico, tocando a parte de trás, sobre os rins, e pressionando o abdômen. O rim só é destruído quando há extrema obstrução ou infecção.
Exames de diagnóstico
- Raio X dos rins, ureteres e bexiga. As pedras de cálcio podem ser identificadas nas radiografias pela cor branca
- Tomografia computadorizada helicoidal, que detecta outras causas de dor na região. É melhor que o raio X, o ultrassom e a urografia infravenosa. Pode até localizar as substâncias químicas presentes em um cálculo
- Ultrassom, que pode sinalizar pedras claras, feitas de ácido úrico, e a obstrução no trato urinário. Não é útil para encontrar pedras muito pequenas
- Urografia excretora (PIV), um procedimento invasivo em que o médico injeta um corante no paciente e usa o raio X para mapear o trato urinário
- Urografia intravenosa (IVP), feita para confirmar a presença de pedras, apesar de algumas serem tão pequenas que nem aparecem. Também é injetado um corante no paciente e o raio X mostra o trato urinário
- Exames de urina, para analisar a acidez e a presença de cristais, infecção ou substâncias químicas que inibem ou promovem a formação de cálculos
Procedimentos disponíveis
- Litotripsia extracorpórea (ondas de choques) – transforma cálculos grandes em vários pequenos, que podem ser eliminados pelo xixi. A taxa de sucesso é de 70%
- Cirurgia percutânea (substitui a aberta) – é feita uma incisão de 1 cm nas costas
- Cirurgia endoscópica – realizada pela via urinária
- Duplo J – usado em cálculos parados no ureter (entre a bexiga e o rim), com objetivo de desobstruir o rim.
Fonte: Bem estar.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Cientistas abrem caminho para vacina efetiva contra hepatite C.
No post anterior, citei as dificuldades com o hepatite C, mas graças a Deus cientistas estão desenvolvendo vacina contra a doença, e eu não podia deixá-los sem esta informação.
Uma equipe de cientistas europeus conseguiu produzir pela primeira vez em animais "anticorpos neutralizantes" do HCV (vírus da hepatite C), que abrem caminho para a elaboração de uma vacina contra a doença, comunicou o CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) da França nesta quarta-feira.
No estudo publicado na revista americana "Science Translational Medicine", os pesquisadores explicam que utilizaram uma nova estratégia baseada no desenvolvimento de estruturas similares às partículas do vírus, mas que não são perigosas porque não contêm material genético e não permitem sua expansão.
A novidade deste processo, segundo o comunicado, residiu na criação de pseudo-partículas virais quiméricas construídas com fragmentos de dois vírus diferentes, neste caso, um "retrovírus" de rato coberto com proteínas do HCV.
Graças a este processo, os cientistas, liderados pelo pesquisador David Klatzmann, observaram pela primeira vez em ratos e macacos a produção de anticorpos neutralizantes desse vírus.
Também pela primeira vez os anticorpos desenvolvidos tiveram uma atividade de amplo espectro, ou seja, foram capazes de neutralizar diferentes subtipos do HCV.
O CNRS ressaltou que esta tecnologia pode ser aplicada no desenvolvimento de vacinas contra outras infecções, como o vírus da Aids, dengue e o VRS (vírus respiratório sincicial), principal agente infeccioso da população infantil, causador da bronquite e outras doenças.
A hepatite C é uma inflamação do fígado que, no pior dos casos, pode provocar insuficiência hepática ou câncer de fígado, e é transmitida quase sempre por exposição a sangue contaminado, que pode acontecer em casos de transfusões de sangue ou pelo uso de seringas infectadas.
Segundo o CNRS, a doença é um grande problema de saúde pública, uma vez que cerca de 200 milhões de pessoas estão infectadas no mundo e em algumas regiões a taxa de infecção atinge de 10% a 30% da população.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) calcula que se não houver uma intervenção rápida para conter sua propagação, a mortalidade causada pela hepatite C poderia superar à provocada pelo HIV, já que os tratamentos existentes são muito caros e pouco acessíveis para os países do sul.
Fonte: Uol
Uma equipe de cientistas europeus conseguiu produzir pela primeira vez em animais "anticorpos neutralizantes" do HCV (vírus da hepatite C), que abrem caminho para a elaboração de uma vacina contra a doença, comunicou o CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) da França nesta quarta-feira.
No estudo publicado na revista americana "Science Translational Medicine", os pesquisadores explicam que utilizaram uma nova estratégia baseada no desenvolvimento de estruturas similares às partículas do vírus, mas que não são perigosas porque não contêm material genético e não permitem sua expansão.
A novidade deste processo, segundo o comunicado, residiu na criação de pseudo-partículas virais quiméricas construídas com fragmentos de dois vírus diferentes, neste caso, um "retrovírus" de rato coberto com proteínas do HCV.
Graças a este processo, os cientistas, liderados pelo pesquisador David Klatzmann, observaram pela primeira vez em ratos e macacos a produção de anticorpos neutralizantes desse vírus.
Também pela primeira vez os anticorpos desenvolvidos tiveram uma atividade de amplo espectro, ou seja, foram capazes de neutralizar diferentes subtipos do HCV.
O CNRS ressaltou que esta tecnologia pode ser aplicada no desenvolvimento de vacinas contra outras infecções, como o vírus da Aids, dengue e o VRS (vírus respiratório sincicial), principal agente infeccioso da população infantil, causador da bronquite e outras doenças.
A hepatite C é uma inflamação do fígado que, no pior dos casos, pode provocar insuficiência hepática ou câncer de fígado, e é transmitida quase sempre por exposição a sangue contaminado, que pode acontecer em casos de transfusões de sangue ou pelo uso de seringas infectadas.
Segundo o CNRS, a doença é um grande problema de saúde pública, uma vez que cerca de 200 milhões de pessoas estão infectadas no mundo e em algumas regiões a taxa de infecção atinge de 10% a 30% da população.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) calcula que se não houver uma intervenção rápida para conter sua propagação, a mortalidade causada pela hepatite C poderia superar à provocada pelo HIV, já que os tratamentos existentes são muito caros e pouco acessíveis para os países do sul.
Fonte: Uol
sábado, 30 de julho de 2011
hepatite C
Doutor Drauzio Varella mostra no fantástico o tipo mais agressivo dessa hepatite: o tipo C.
A hepatite C é uma doença causada por um vírus caprichoso, que entra pela corrente sanguínea e permanece no organismo por muitos anos. Agredindo o fígado na covardia, sem provocar sintomas. Hepatite C não tem vacina. A hepatite B tem. A hepatite C não. Há de um milhão e meio a dois milhões de brasileiros com hepatite C crônica. Se não forem identificados e tratados com medicamentos, muitos deles só poderão ser salvos pelo transplante de fígado. Não haverá órgãos disponíveis para tanta gente.
Quando tinha 22 anos de idade, Ricardo descobriu que era portador de hepatite C. Não sentia nada. Fez tratamento, mas não conseguiu eliminar o vírus. Agora, como está com cirrosa, faz uma nova tentativa.
“O hepatologista me avisou que eu teria que estar retomando as medicações e que a chance agora do vírus da hepatite C negativar é grande. Só que como eu tenho também cirrose, esse processo da cirrose não tem como sumir, mas a carga viral negativando já é um grande avanço. Dá para prolongar mais uns anos de vida”, explica Ricardo.
De 20% a 30% dos portadores de hepatite C desenvolvem cirrose. Um processo contínuo e irreversível de destruição das células do fígado que afeta o funcionamento do órgão. A cirrose pode ser interrompida, mas as áreas destruídas do fígado não se recuperam.
Ricardo conta como contraiu a doença: “Quando eu tinha 3 anos de idade, eu tive uns problemas respiratórios, precisei ficar internado na UTI e recebi sangue. É a única coisa que pode ter acontecido, porque eu nunca tive contato com drogas, nunca participei de grupos de risco. A única hipótese é essa”.
Hoje, as transfusões são muito seguras no Brasil. O sangue é testado contra várias doenças. Entre elas, contra hepatite C. Infelizmente não era assim no passado. O vírus era desconhecido, não havia teste. O teste só se tornou obrigatório em 1993. Por isso, precisam ser testados todos os que receberam sangue antes de 1993. Além deles, os usuários de drogas injetáveis, aqueles que tomaram injeções com seringas de vidro, os portadores de HIV e todos os que se feriram com instrumentos cortantes usados por outras pessoas.
Ely Rocha descobriu que tinha hepatite C por causa de uma ferida no pé que não curava. Aos poucos, seu quadro foi se agravando, pés inchados, barriga d’água e por fim a confusão mental. Sinais de hepatite C crônica em estágio avançado.
‘Eu comecei a tirar água da barriga. Em uma semana, tirava duas vezes. Isso me prejudicou muito. Quando eu precisava ir a banco, aos lugares, eu não usava o carro. Eu ia a pé, porque eu gosto de andar. Aí fui me restringindo. Se eu desse uma volta no quarteirão, não tinha pique para voltar”. “Eu sinto que parei no meio do caminho, Eu não estou vivendo”.
Com o fígado destruído pela hepatite C, Ely só tinha uma alternativa: o transplante. “Meu caçula, o Hélio, se prontificou a ser meu doador. Eu acho que vai melhorar. Porque pior do que está não fica”.
Sem tratamento, o vírus da hepatite C destrói o fígado devagarzinho. Na fase final, o transplante é a única saída. Mas o transplante não é obrigatório. Quando descoberto mais cedo, a hepatite C pode ser tratada com medicamentos para eliminar o vírus e acabar com a doença, gratuitamente, pelo SUS. Em nosso país, há mais de um milhão de pessoas com hepatite C. Apenas 20 mil recebem tratamento. E as outras, vão depender de transplante?
O tratamento da hepatite C com medicamento não é fácil. Os remédios são muito eficazes para combater o vírus, mas provocam efeitos colaterais. “Estou com sintomas de febre, tremendo muito, dor de cabeça, os olhos irritados... Continuo sentindo dor de cabeça ainda, corpo cansado, fadigado... Ontem eu tomei o Interferon Peguilado. Não senti sintoma algum, só da medicação até o momento... Os dias estão se passando que eu tomando o Interferon Ribavirina, eu estou sentindo que estou ficando mais ansioso, um pouco nervoso com situações que normalmente eu não ficaria... Eu estou melhorando a cada dia que passa, estou sentindo menos os sintomas das medicações”, narra Ricardo.
O tratamento é de 48 semanas. “Quando terminar o tratamento, eu espero viver minha vida normalmente, constituir uma família. Após o tratamento acabar, essas 48 semanas, eu tenho que esperar mais seis meses para poder pensar em constituir uma família, porque – até o momento – se eu tiver um filho, a criança pode nascer com algum problemas devido às medicações. Mas espero levar minha vida normalmente como sempre levei”, revela Ricardo.
“Quando a cabeça está boa, você pode estar fisicamente mal, mas a cabeça também não estava boa. Eu era uma pessoa que contava uma coisa agora e daqui a cinco minutos contava a mesma história. E aí que eu estava percebendo que estava indo embora”, diz Ely.
“Quando acordei do transplante, parecia um sonho. A primeira coisa que eu fiz foi pôr a mão na barriga. Não tinha barriga. Eu sentia minha cabeça pensando melhor, falando coisa com coisa. Não estava mais sendo repetitivo”, Ely.
No Brasil, quem sofre de hepatite C crônica nem desconfia. Quando descobre é tarde, muito tarde. Já corre risco de perder a vida. Só existe uma forma de você saber se é portador do vírus: faça o teste. É de graça pelo SUS. Nós, médicos, temos a obrigação de pedir o teste para nossos pacientes. É simples. É só escrever anti-HCV.
“Pra mim, eu falo que ele é meu filho, eu não tenho filho, mas eu praticamente dei à vida pra ele de novo”, diz Hélio Fernando Rocha, filho de Ely.
“Eu tive que deixar de comer churrasco, que eu era apaixonado. Leite, derivado de leite eu não podia comer. A comida era sal, tudo era insosso, eu não me sentia bem, parece que não me alimentava. Hoje eu tenho esperança de estar mais alguns anos entre o pessoal, curtir meus netos, curtir minha família, meus filhos. Eu hoje me sinto satisfeito, feliz da vida”, comenta Ely.
Fonte: Fantástico
A hepatite C é uma doença causada por um vírus caprichoso, que entra pela corrente sanguínea e permanece no organismo por muitos anos. Agredindo o fígado na covardia, sem provocar sintomas. Hepatite C não tem vacina. A hepatite B tem. A hepatite C não. Há de um milhão e meio a dois milhões de brasileiros com hepatite C crônica. Se não forem identificados e tratados com medicamentos, muitos deles só poderão ser salvos pelo transplante de fígado. Não haverá órgãos disponíveis para tanta gente.
Quando tinha 22 anos de idade, Ricardo descobriu que era portador de hepatite C. Não sentia nada. Fez tratamento, mas não conseguiu eliminar o vírus. Agora, como está com cirrosa, faz uma nova tentativa.
“O hepatologista me avisou que eu teria que estar retomando as medicações e que a chance agora do vírus da hepatite C negativar é grande. Só que como eu tenho também cirrose, esse processo da cirrose não tem como sumir, mas a carga viral negativando já é um grande avanço. Dá para prolongar mais uns anos de vida”, explica Ricardo.
De 20% a 30% dos portadores de hepatite C desenvolvem cirrose. Um processo contínuo e irreversível de destruição das células do fígado que afeta o funcionamento do órgão. A cirrose pode ser interrompida, mas as áreas destruídas do fígado não se recuperam.
Ricardo conta como contraiu a doença: “Quando eu tinha 3 anos de idade, eu tive uns problemas respiratórios, precisei ficar internado na UTI e recebi sangue. É a única coisa que pode ter acontecido, porque eu nunca tive contato com drogas, nunca participei de grupos de risco. A única hipótese é essa”.
Hoje, as transfusões são muito seguras no Brasil. O sangue é testado contra várias doenças. Entre elas, contra hepatite C. Infelizmente não era assim no passado. O vírus era desconhecido, não havia teste. O teste só se tornou obrigatório em 1993. Por isso, precisam ser testados todos os que receberam sangue antes de 1993. Além deles, os usuários de drogas injetáveis, aqueles que tomaram injeções com seringas de vidro, os portadores de HIV e todos os que se feriram com instrumentos cortantes usados por outras pessoas.
Ely Rocha descobriu que tinha hepatite C por causa de uma ferida no pé que não curava. Aos poucos, seu quadro foi se agravando, pés inchados, barriga d’água e por fim a confusão mental. Sinais de hepatite C crônica em estágio avançado.
‘Eu comecei a tirar água da barriga. Em uma semana, tirava duas vezes. Isso me prejudicou muito. Quando eu precisava ir a banco, aos lugares, eu não usava o carro. Eu ia a pé, porque eu gosto de andar. Aí fui me restringindo. Se eu desse uma volta no quarteirão, não tinha pique para voltar”. “Eu sinto que parei no meio do caminho, Eu não estou vivendo”.
Com o fígado destruído pela hepatite C, Ely só tinha uma alternativa: o transplante. “Meu caçula, o Hélio, se prontificou a ser meu doador. Eu acho que vai melhorar. Porque pior do que está não fica”.
Sem tratamento, o vírus da hepatite C destrói o fígado devagarzinho. Na fase final, o transplante é a única saída. Mas o transplante não é obrigatório. Quando descoberto mais cedo, a hepatite C pode ser tratada com medicamentos para eliminar o vírus e acabar com a doença, gratuitamente, pelo SUS. Em nosso país, há mais de um milhão de pessoas com hepatite C. Apenas 20 mil recebem tratamento. E as outras, vão depender de transplante?
O tratamento da hepatite C com medicamento não é fácil. Os remédios são muito eficazes para combater o vírus, mas provocam efeitos colaterais. “Estou com sintomas de febre, tremendo muito, dor de cabeça, os olhos irritados... Continuo sentindo dor de cabeça ainda, corpo cansado, fadigado... Ontem eu tomei o Interferon Peguilado. Não senti sintoma algum, só da medicação até o momento... Os dias estão se passando que eu tomando o Interferon Ribavirina, eu estou sentindo que estou ficando mais ansioso, um pouco nervoso com situações que normalmente eu não ficaria... Eu estou melhorando a cada dia que passa, estou sentindo menos os sintomas das medicações”, narra Ricardo.
O tratamento é de 48 semanas. “Quando terminar o tratamento, eu espero viver minha vida normalmente, constituir uma família. Após o tratamento acabar, essas 48 semanas, eu tenho que esperar mais seis meses para poder pensar em constituir uma família, porque – até o momento – se eu tiver um filho, a criança pode nascer com algum problemas devido às medicações. Mas espero levar minha vida normalmente como sempre levei”, revela Ricardo.
“Quando a cabeça está boa, você pode estar fisicamente mal, mas a cabeça também não estava boa. Eu era uma pessoa que contava uma coisa agora e daqui a cinco minutos contava a mesma história. E aí que eu estava percebendo que estava indo embora”, diz Ely.
“Quando acordei do transplante, parecia um sonho. A primeira coisa que eu fiz foi pôr a mão na barriga. Não tinha barriga. Eu sentia minha cabeça pensando melhor, falando coisa com coisa. Não estava mais sendo repetitivo”, Ely.
No Brasil, quem sofre de hepatite C crônica nem desconfia. Quando descobre é tarde, muito tarde. Já corre risco de perder a vida. Só existe uma forma de você saber se é portador do vírus: faça o teste. É de graça pelo SUS. Nós, médicos, temos a obrigação de pedir o teste para nossos pacientes. É simples. É só escrever anti-HCV.
“Pra mim, eu falo que ele é meu filho, eu não tenho filho, mas eu praticamente dei à vida pra ele de novo”, diz Hélio Fernando Rocha, filho de Ely.
“Eu tive que deixar de comer churrasco, que eu era apaixonado. Leite, derivado de leite eu não podia comer. A comida era sal, tudo era insosso, eu não me sentia bem, parece que não me alimentava. Hoje eu tenho esperança de estar mais alguns anos entre o pessoal, curtir meus netos, curtir minha família, meus filhos. Eu hoje me sinto satisfeito, feliz da vida”, comenta Ely.
Fonte: Fantástico
sábado, 23 de julho de 2011
Por que a Íris humana é colorida?

Por causa da presença de melanina, pigmento que também confere cor à pele e ao cabelo, explica o oftalmologista Paulo Augusto de Arruda Mello, presidente do
Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Quanto mais melanina a íris concentrar, mais escura ela será. “O papel da íris é regular a quantidade de luz que entra no interior dos olhos, por meio da abertura e fechamento da pupila, a bolinha preta no centro do olho”, afirma Paulo. A maioria da população tem olhos escuros, enquanto apenas 2% da humanidade têm olhos verdes – os mais raros. Olhos azuis são mais comuns nos países da Europa Central e do Norte. Um estudo recente feito por geneticistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, apontou que todas as pessoas de olhos azuis teriam um mesmo antepassado comum. Segundo os autores, a mutação ocorrida em um gene de apenas uma pessoa há cerca de 10 mil anos teria alterado a produção de melanina e dado origem aos olhos azuis. Antes desse episódio, segundo o estudo, todo mundo tinha olhos castanhos.
Fonte: Uol
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Pílula faz crescer risco de infecção pelo HIV
São Paulo - Mulheres infectadas com o HIV têm quase o dobro de chance de transmitir o vírus se estiverem usando métodos contraceptivos hormonais. Já as mulheres sem o vírus que utilizam os mesmos métodos correm mais risco de serem contaminadas. O estudo, desenvolvido na Universidade de Washington, foi divulgado ontem na 6.ª Conferência da Sociedade Internacional de Aids (IAS), em Roma.
A pesquisa foi feita entre 2004 e 2010 em sete países da África - Quênia, Uganda, Ruanda, Botswana, Zâmbia, Tanzânia e África do Sul -, com cerca de 2,5 mulheres com HIV que tinham parceiros não infectados. Um terço tomou pílula ou usou injeção hormonal como método contraceptivo. Entre os parceiros dessas mulheres, o índice de infecção foi de 2,61% por ano. No outro grupo, a taxa foi de 1,51%.
Também foram observados cerca de 1,3 mil casais em que apenas o homem tinha o vírus. Cerca de 20% das parceiras usavam um método contraceptivo hormonal, na maioria injeções. O estudo mostra que, nesse grupo, o índice de mulheres infectadas foi de 6,6%, contra 3,8% entre aquelas que não usavam método hormonal para evitar a gravidez.
Segundo os pesquisadores, não havia diferenças significativas no uso de camisinha ou no comportamento sexual que poderiam interferir no resultado. Conforme os pesquisadores, não há dados suficientes que indiquem o motivo de os hormônios aumentarem o risco de contaminação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Uol
A pesquisa foi feita entre 2004 e 2010 em sete países da África - Quênia, Uganda, Ruanda, Botswana, Zâmbia, Tanzânia e África do Sul -, com cerca de 2,5 mulheres com HIV que tinham parceiros não infectados. Um terço tomou pílula ou usou injeção hormonal como método contraceptivo. Entre os parceiros dessas mulheres, o índice de infecção foi de 2,61% por ano. No outro grupo, a taxa foi de 1,51%.
Também foram observados cerca de 1,3 mil casais em que apenas o homem tinha o vírus. Cerca de 20% das parceiras usavam um método contraceptivo hormonal, na maioria injeções. O estudo mostra que, nesse grupo, o índice de mulheres infectadas foi de 6,6%, contra 3,8% entre aquelas que não usavam método hormonal para evitar a gravidez.
Segundo os pesquisadores, não havia diferenças significativas no uso de camisinha ou no comportamento sexual que poderiam interferir no resultado. Conforme os pesquisadores, não há dados suficientes que indiquem o motivo de os hormônios aumentarem o risco de contaminação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Uol
terça-feira, 19 de julho de 2011
Radioatividade no Japão...
O governo do Japão proibiu nesta terça-feira a distribuição de carne bovina da província de Fukushima, após a confirmação de que mais de 600 vacas foram alimentadas com forragem contaminada com césio radioativo.
Até o momento, as autoridades confirmaram que pelo menos 648 vacas foram alimentadas com forragem contaminada e tiveram sua carne distribuída em 38 das 47 províncias do Japão.
Os primeiros casos foram detectados em 10 de julho, quando as análises efetuadas em carne procedente de uma fazenda situada a pouco mais de 20 quilômetros da usina de Fukushima revelaram que continha níveis de césio radioativo muito superiores aos limites estabelecidos.
A confirmação dos últimos casos gerou preocupação no Japão, onde o próprio primeiro-ministro, Naoto Kan, se desculpou hoje por "não ter sido capaz de impedir que isto acontecesse".
O ministro da Agricultura e da Pesca, Michihiko Kano, assegurou por sua vez que trabalhará com a pasta de Saúde para assegurar que nenhuma peça de carne contaminada "chegará ao mercado", ao tempo que anunciou novas análises sobre a forragem produzida em amplas áreas do arquipélago.
O governo manterá a proibição sobre a carne bovina de Fukushima até que se possa assegurar que seu consumo é seguro, segundo a agência "Kyodo".
O Ministério da Saúde, em mensagem para tranquilizar os consumidores, assinalou que o consumo de carne com níveis de césio radioativo superiores ao limite fixado pelo Governo não afeta seriamente a saúde.
Fonte: uol
Até o momento, as autoridades confirmaram que pelo menos 648 vacas foram alimentadas com forragem contaminada e tiveram sua carne distribuída em 38 das 47 províncias do Japão.
Os primeiros casos foram detectados em 10 de julho, quando as análises efetuadas em carne procedente de uma fazenda situada a pouco mais de 20 quilômetros da usina de Fukushima revelaram que continha níveis de césio radioativo muito superiores aos limites estabelecidos.
A confirmação dos últimos casos gerou preocupação no Japão, onde o próprio primeiro-ministro, Naoto Kan, se desculpou hoje por "não ter sido capaz de impedir que isto acontecesse".
O ministro da Agricultura e da Pesca, Michihiko Kano, assegurou por sua vez que trabalhará com a pasta de Saúde para assegurar que nenhuma peça de carne contaminada "chegará ao mercado", ao tempo que anunciou novas análises sobre a forragem produzida em amplas áreas do arquipélago.
O governo manterá a proibição sobre a carne bovina de Fukushima até que se possa assegurar que seu consumo é seguro, segundo a agência "Kyodo".
O Ministério da Saúde, em mensagem para tranquilizar os consumidores, assinalou que o consumo de carne com níveis de césio radioativo superiores ao limite fixado pelo Governo não afeta seriamente a saúde.
Fonte: uol
domingo, 17 de julho de 2011
Europeus consomem mais álcool e gordura...
Genes levam europeus a consumir mais álcool e gordura, diz estudo.
Europeus são programados geneticamente para consumir mais álcool e gordura, diz estudo
Descendentes de europeus podem ser programados geneticamente para consumir mais comidas gordurosas e álcool do que pessoas originárias de outras partes do mundo, segundo estudo feito na Universidade de Aberdeen, na Escócia.
Cientistas afirmam que um tipo de interruptor, ou DNA que ativa e desativa o gene galanina dentro das células, regula a sede e o apetite.
"O interruptor controla áreas do cérebro que nos permite selecionar comidas que gostaríamos de comer e, se ele está ligado com intensidade, temos chances maiores de querer comer comidas mais gordurosas e álcool", disse à BBC Alasdair MacKenzie, responsável pela pesquisa.
"O fato de que o interruptor mais fraco é encontrado com frequência maior nos asiáticos, em comparação com os europeus, sugere que eles teriam inclinação menor de selecionar estas opções."
SOBREVIVÊNCIA
O cientista afirma que "é possível que durante o inverno os indivíduos com o interruptor mais fraco não sobrevivessem tão bem na Europa como os que tinham o dispositivo mais forte e, como resultado, as pessoas no Ocidente teriam evoluído favorecendo uma dieta mais rica em gordura e álcool".
"Os resultados nos oferecem uma visão da vida dos antigos europeus, quando os laticínios e a cerveja eram fontes de calorias importantes durante os meses de inverno. Desta forma, a preferência por comidas com mais gordura e álcool seria importante para a sobrevivência."
"Os efeitos negativos da gordura e do álcool que vemos hoje não teriam importado tanto na época, quando a expectativa de vida variava entre 30 e 40 anos."
O estudo também relacionou o gene com a depressão.
"A galanina também é produzida em uma área do cérebro chamada amígdala cerebelosa que controla o medo e a ansiedade. Portanto, níveis variáveis de galanina na amígdala afetam o estado emocional do indivíduo."
"Curiosamente, o interruptor também estava ativo na amígdala", diz ele.
O estudo está sendo divulgado na publicação científica "Journal of Neuropsychopharmocology".
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/
Europeus são programados geneticamente para consumir mais álcool e gordura, diz estudo
Descendentes de europeus podem ser programados geneticamente para consumir mais comidas gordurosas e álcool do que pessoas originárias de outras partes do mundo, segundo estudo feito na Universidade de Aberdeen, na Escócia.
Cientistas afirmam que um tipo de interruptor, ou DNA que ativa e desativa o gene galanina dentro das células, regula a sede e o apetite.
"O interruptor controla áreas do cérebro que nos permite selecionar comidas que gostaríamos de comer e, se ele está ligado com intensidade, temos chances maiores de querer comer comidas mais gordurosas e álcool", disse à BBC Alasdair MacKenzie, responsável pela pesquisa.
"O fato de que o interruptor mais fraco é encontrado com frequência maior nos asiáticos, em comparação com os europeus, sugere que eles teriam inclinação menor de selecionar estas opções."
SOBREVIVÊNCIA
O cientista afirma que "é possível que durante o inverno os indivíduos com o interruptor mais fraco não sobrevivessem tão bem na Europa como os que tinham o dispositivo mais forte e, como resultado, as pessoas no Ocidente teriam evoluído favorecendo uma dieta mais rica em gordura e álcool".
"Os resultados nos oferecem uma visão da vida dos antigos europeus, quando os laticínios e a cerveja eram fontes de calorias importantes durante os meses de inverno. Desta forma, a preferência por comidas com mais gordura e álcool seria importante para a sobrevivência."
"Os efeitos negativos da gordura e do álcool que vemos hoje não teriam importado tanto na época, quando a expectativa de vida variava entre 30 e 40 anos."
O estudo também relacionou o gene com a depressão.
"A galanina também é produzida em uma área do cérebro chamada amígdala cerebelosa que controla o medo e a ansiedade. Portanto, níveis variáveis de galanina na amígdala afetam o estado emocional do indivíduo."
"Curiosamente, o interruptor também estava ativo na amígdala", diz ele.
O estudo está sendo divulgado na publicação científica "Journal of Neuropsychopharmocology".
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/
sábado, 16 de julho de 2011
Síndrome metabólica
Para detectar os sintomas da síndrome metabólica descritos acima, é importante fazer acompanhamento médico. A pressão e a circunferência abdominal podem ser medidos em qualquer exame de rotina, no consultório mesmo. Os índices de glicemia, triglicerídeos e colesterol são obtidos por meio de exame de sangue.
De toda forma, os fatores estão relacionados à obesidade. Quanto a isso, não há segredo: mudanças na alimentação e prática de exercícios físicos são o caminho para perder peso.
Em Marília (SP), o caso de um soldado da Polícia Militar que descobriu que tinha a síndrome mexeu com todo o batalhão. Os colegas perceberam a importância de manter a forma e decidiram, em conjunto, perder uma tonelada.
Fonte:Bem estar
De toda forma, os fatores estão relacionados à obesidade. Quanto a isso, não há segredo: mudanças na alimentação e prática de exercícios físicos são o caminho para perder peso.
Em Marília (SP), o caso de um soldado da Polícia Militar que descobriu que tinha a síndrome mexeu com todo o batalhão. Os colegas perceberam a importância de manter a forma e decidiram, em conjunto, perder uma tonelada.
Fonte:Bem estar
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Cirurgia refaz conexão de veias em coração de bebê recém-nascido
Um bebê britânico surpreendeu médicos e familiares ao conseguir se recuperar de uma anomalia rara que fazia com que suas veias pulmonares estivessem conectadas do lado errado do coração.
Ellis Hobbs foi afetado por uma síndrome que atinge uma a cada 20 mil crianças, segundo o departamento de Cardiologia Pediátrica da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Ela faz com que o sangue oxigenado pelos pulmões chegue ao coração pelo lado oposto ao usual, e causa diminuição dos níveis de oxigênio no sangue que circula pelo resto do organismo.
Uma semana depois de nascer, o bebê teve que ser submetido a uma cirurgia no coração para a correção do problema.
Cerca de 80% dos bebês que nascem com este tipo de má formação morrem no primeiro ano de vida.
Os médicos do Hospital Infantil de Birmingham conseguiram reverter o quadro e o menino, agora com três meses, se recuperou completamente.
“Nós ficamos com muito medo quando descobrimos que ele tinha um problema tão horrível. Não acreditei quando me disseram que ele precisaria de uma cirurgia no coração”, disse a mãe de Ellis, Claire Hobbs.
Lábios azuis
Claire conta que o bebê parecia saudável quando nasceu, e que, cinco dias depois, a parteira que o examinava notou que seus lábios estavam azuis.
“Nós não estávamos muito preocupados, mas quando chegamos ao hospital da Universidade, em Coventry, disseram que os níveis de oxigênio dele estavam muito baixos”, conta.
O bebê foi transferido para Birmingham para que fosse examinado por especialistas, mas foi por causa do palpite de um membro da equipe que o problema foi descoberto.
Ellis sofria de uma doença chamada Drenagem anômala total das veias pulmonares (DATVP), que faz com que as veias do coração fiquem incorretamente conectadas.
As veias pulmonares, que transportam o sangue oxigenado que sai dos pulmões, devem estar conectadas ao átrio esquerdo do coração, que bombeia o sangue para o resto do corpo.
Mas no caso do bebê, elas estavam conectadas com o lado direito, que normalmente recebe o sangue que vem do corpo em direção aos pulmões e que é mais pobre em oxigênio.
O cirurgião cardíaco pediátrico Marcelo Jatene, da USP, explicou que, por isso, a anomalia fazia com que o sangue oxigenado e o sangue pobre em oxigênio se misturassem e fossem bombeados para outros órgãos vitais do corpo, comprometendo suas funções.
"Com a cirurgia, os especialistas conseguem refazer as conexões que faltavam no coração, e fazer com que o sangue circule corretamente pelo corpo da criança", disse à BBC Brasil.
Andy Hobbs, o pai de Ellis, quer escalar o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, para angariar fundos para o hospital que salvou a vida de seu filho.
“Não temos como agradecer o suficiente à equipe médica que ajudou nossa família”, disse a mãe, Claire.
Fonte:Uol
Ellis Hobbs foi afetado por uma síndrome que atinge uma a cada 20 mil crianças, segundo o departamento de Cardiologia Pediátrica da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Ela faz com que o sangue oxigenado pelos pulmões chegue ao coração pelo lado oposto ao usual, e causa diminuição dos níveis de oxigênio no sangue que circula pelo resto do organismo.
Uma semana depois de nascer, o bebê teve que ser submetido a uma cirurgia no coração para a correção do problema.
Cerca de 80% dos bebês que nascem com este tipo de má formação morrem no primeiro ano de vida.
Os médicos do Hospital Infantil de Birmingham conseguiram reverter o quadro e o menino, agora com três meses, se recuperou completamente.
“Nós ficamos com muito medo quando descobrimos que ele tinha um problema tão horrível. Não acreditei quando me disseram que ele precisaria de uma cirurgia no coração”, disse a mãe de Ellis, Claire Hobbs.
Lábios azuis
Claire conta que o bebê parecia saudável quando nasceu, e que, cinco dias depois, a parteira que o examinava notou que seus lábios estavam azuis.
“Nós não estávamos muito preocupados, mas quando chegamos ao hospital da Universidade, em Coventry, disseram que os níveis de oxigênio dele estavam muito baixos”, conta.
O bebê foi transferido para Birmingham para que fosse examinado por especialistas, mas foi por causa do palpite de um membro da equipe que o problema foi descoberto.
Ellis sofria de uma doença chamada Drenagem anômala total das veias pulmonares (DATVP), que faz com que as veias do coração fiquem incorretamente conectadas.
As veias pulmonares, que transportam o sangue oxigenado que sai dos pulmões, devem estar conectadas ao átrio esquerdo do coração, que bombeia o sangue para o resto do corpo.
Mas no caso do bebê, elas estavam conectadas com o lado direito, que normalmente recebe o sangue que vem do corpo em direção aos pulmões e que é mais pobre em oxigênio.
O cirurgião cardíaco pediátrico Marcelo Jatene, da USP, explicou que, por isso, a anomalia fazia com que o sangue oxigenado e o sangue pobre em oxigênio se misturassem e fossem bombeados para outros órgãos vitais do corpo, comprometendo suas funções.
"Com a cirurgia, os especialistas conseguem refazer as conexões que faltavam no coração, e fazer com que o sangue circule corretamente pelo corpo da criança", disse à BBC Brasil.
Andy Hobbs, o pai de Ellis, quer escalar o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, para angariar fundos para o hospital que salvou a vida de seu filho.
“Não temos como agradecer o suficiente à equipe médica que ajudou nossa família”, disse a mãe, Claire.
Fonte:Uol
terça-feira, 17 de maio de 2011
Pesquisadores descobrem gene que controla a gordura do corpo.
Cientistas britânicos descobriram que um gene ligado ao diabetes e ao colesterol é capaz de controlar o metabolismo da gordura no corpo.
O estudo foi publicado na revista "Nature Genetics". Segundo os autores do trabalho, a descoberta pode ajudar na pesquisa de novos medicamentos para tratar doenças relacionadas com a obesidade.
Foram analisados mais de 20 mil genes em amostras de gordura de 800 voluntários. Os resultados foram confirmados em outras 600 amostras.
De acordo com os pesquisadores, o gene KLF14 funciona como um interruptor de outros genes do tecido adiposo, relacionados a uma série de características metabólicas, incluindo o índice de massa corporal, obesidade, colesterol, insulina e níveis de glicose.
"Esse é o primeiro grande estudo que mostra como pequenas alterações em um gene regulador podem causar outros efeitos metabólicos", disse Tim Spector, do King's College London, que liderou o estudo.
Fonte: Uol
O estudo foi publicado na revista "Nature Genetics". Segundo os autores do trabalho, a descoberta pode ajudar na pesquisa de novos medicamentos para tratar doenças relacionadas com a obesidade.
Foram analisados mais de 20 mil genes em amostras de gordura de 800 voluntários. Os resultados foram confirmados em outras 600 amostras.
De acordo com os pesquisadores, o gene KLF14 funciona como um interruptor de outros genes do tecido adiposo, relacionados a uma série de características metabólicas, incluindo o índice de massa corporal, obesidade, colesterol, insulina e níveis de glicose.
"Esse é o primeiro grande estudo que mostra como pequenas alterações em um gene regulador podem causar outros efeitos metabólicos", disse Tim Spector, do King's College London, que liderou o estudo.
Fonte: Uol
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
10 dúvidas freqüentes sobre a síndrome dos ovários policísticos
10 dúvidas freqüentes sobre a síndrome dos ovários policísticos.
Alterações menstruais constantes devem ser alerta para as mulheres.
A mulher que apresenta ovários policísticos produz uma quantidade maior de hormônios masculinos, os andrógenos, fator que pode afetar a fertilidade feminina. O principal problema que este desequilíbrio hormonal provoca está relacionado com a ovulação. A testosterona produzida pela mulher interfere nesse mecanismo e, ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade da incidência de cistos, porque eles resultam de um defeito na ação dos hormônios do ovário, impedindo a ovulação.
A seguir, esclareço as dúvidas mais comuns sobre a doença:
1) Quais são os principais sintomas da síndrome dos ovários policísticos?
São as alterações menstruais. A mulher menstrua a cada dois ou três meses e, freqüentemente, tem apenas dois ou três episódios de menstruação por ano. Outro sintoma é o hirsutismo, ou seja, o aumento de pêlos no rosto, nos seios e
na região mediana do abdômen. A obesidade também é um sintoma freqüente. Na verdade, a obesidade piora a Síndrome. Às vezes, a paciente não tem as manifestações sintomáticas, mas quando engorda, elas aparecem.
2) Alterações menstruais muitas mulheres têm. Existe algum tipo que seja característico da síndrome do ovário policístico?
Menstruações espaçadas é a principal característica dessas alterações. Mulheres com ovários policísticos têm apenas dois, três ou quatro episódios menstruais por ano.
3) Em que fase da vida da mulher, a Síndrome costuma aparecer?
Ela começa na puberdade e vai até a menopausa. Alguns casos tornam-se assintomáticos com o tratamento, mas é uma doença crônica. Por isso, é comum a mulher com ovário policístico procurar vários especialistas, ao longo da vida, em busca de tratamento. No entanto, a importância que se dá ao caso, depende da fase da vida que a mulher atravessa. Na puberdade e na adolescência, os pêlos causam maior incômodo. Depois, na idade do casamento, preocupam as alterações menstruais, que podem ser sinal de infertilidade. Há, também, o momento em que a obesidade representa o maior inconveniente. A Síndrome assume maior ou menor relevância, de acordo com a fase de vida da mulher e, conseqüentemente, o tratamento deve respeitar os sintomas que se destacam em determinado período.
4) Como se faz o diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos?
O diagnóstico da doença ficou muito facilitado com o emprego do ultra-som. Antigamente, fazíamos uma pneumopelvigrafia, um exame invasivo porque se aplicava uma injeção de ar no abdômen para visualizar melhor os órgãos pélvicos e tirava-se uma radiografia. Hoje, a sonda do ultra-som sobre a superfície externa do abdômen permite um diagnóstico preciso. Normalmente, os ovários policísticos são visualizados por meio do exame de ultra-som ou no de toque realizado no exame ginecológico de rotina. Às vezes, basta examinar a paciente para localizar os dois ovários aumentados. O ovário tem mais ou menos 9cm³. O ovário policístico chega a ter 20cm³, quer dizer, o dobro do volume. Além disso, sua aparência é típica: fica coberto por uma capa branca semelhante à albugínea que envolve o testículo, e os cistos formam uma saliência na superfície.
5) Qual a diferença entre cisto no ovário e ovário policístico?
A diferença está no tamanho e no número de cistos. Geralmente, na Síndrome, existem de 10 a 20 pequenos cistos com meio centímetro de diâmetro, enquanto os cistos de ovário são únicos e bem maiores, medindo de 3 a 10 cm. Eles só não são únicos nos casos de estimulação ovariana para fertilização assistida, quando podem ocorrer de cinco a dez cistos grandes. Se a mulher faz um ultra-som e encontra um cisto grande no ovário, isso não quer dizer que ela corra risco maior de desenvolver a Síndrome dos Ovários Policísticos. Não há esse perigo. Essa mulher tem, provavelmente, uma alteração no controle da função ovariana que leva à produção do cisto. Ela pode ter um problema no hipotálamo ou na hipófise, que não faz parte da Síndrome dos Ovários Policísticos, uma patologia crônica para a qual ainda não se descobriu a cura.
6) A mulher com síndrome de ovários policísticos produz mais testosterona que a mulher normal?
Quais as conseqüências deste desequilíbrio hormonal? É importante dizer que todas as mulheres produzem fisiologicamente hormônios masculinos. Na mulher, uma das funções dos andrógenos é justamente aumentar a libido. O principal problema que este desequilíbrio hormonal provoca está relacionado com a ovulação. A testosterona interfere nesse mecanismo e, ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade da incidência de cistos, porque eles resultam de um defeito na ação dos hormônios do ovário e isso impede a ovulação. Os cistos representam a parada do desenvolvimento dos folículos para ovular. O folículo, normalmente, atinge um estágio em que arrebenta e expele o óvulo. Quando isso não acontece, um líquido se acumula nesse local. Como mais ou menos dez folículos se desenvolvem todos os meses, surgirão dez ou quinze pequenos cistos característicos do ovário policístico. No entanto, essa mulher não ovula porque lhe faltam condições endócrinas para tanto.
7) O aparecimento da acne é muito freqüente nesse tipo de síndrome?
A acne é um sintoma comum na Síndrome dos Ovários Policísticos. Quando o andrógeno atua sobre o sistema pilossebáceo, aumenta a produção de pêlos e a de material oleoso pelas glândulas sebáceas, o que facilita a instalação das infecções características da acne. É importante que a causa da
acne em adolescentes seja pesquisada, pois pode tratar-se de ovários policísticos.
8) Quais as possibilidades terapêuticas para o tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos?
O tratamento depende da fase de vida da mulher. O que é mais importante em determinado momento e qual o sintoma que mais a incomoda são perguntas que o médico que a assiste deve fazer. Como se trata de uma doença crônica, não há cura da síndrome, e sim, tratamento dos sintomas. Uma adolescente de 15/16 anos, obesa, com pêlos e acne e perturbações menstruais, precisa primeiro tentar emagrecer. Às vezes, só a perda de peso provoca a reversão do quadro, porque a obesidade gera resistência à insulina e essa resistência produz o aumento de andrógenos, os hormônios masculinos. Se ela não for obesa, torna-se necessário diminuir a produção dos hormônios masculinos e uma das maneiras mais simples de fazê-lo é por meio da pílula anticoncepcional. Qualquer pílula, não precisa ser uma em especial, porque todas deprimem a função ovariana e, portanto, diminuem a produção de hormônio masculino. O anticoncepcional atua também na unidade pilossebácea, reduzindo o crescimento dos pêlos e a produção de sebo. Dessa forma, melhoram os quadros de hirsutismo, acne e as alterações menstruais, uma vez que a pílula regulariza os ciclos menstruais.
9) Como a infertilidade está associada à Síndrome dos Ovários Policísticos?
Até os 23 anos de idade, mais ou menos, mulheres com a Síndrome podem ovular esporadicamente. Sabe-se que nem todas as menstruações que ocorrem espaçadamente são ovulatórias, mas algumas são, e a mulher consegue engravidar. É muito comum a referência de que antes dos 23 anos, elas tiveram um ou dois filhos. Depois, não conseguiram mais engravidar. Essa é uma das patologias mais simples de serem tratadas porque as mulheres, em geral, respondem ao indutor da ovulação mais corriqueiro que existe, o clomifeno. Ele é administrado por via oral, cinco dias por ciclo, a partir do primeiro dia e é capaz de corrigir as anomalias endócrinas e provocar ovulação. Grande parte das mulheres responde bem ao tratamento e engravida. Infelizmente, algumas não conseguem porque as condições locais ficaram ruins ou o estroma produz muito andrógeno e é necessário adotar outra tática, como estimular os ovários com gonadotrofinas, o que se faz normalmente na fertilização in-vitro. Atualmente, não empregamos mais a técnica de ressecção em cunha dos ovários. O que se faz é a cauterização laparoscópica. Através de três pequenas incisões na parede abdominal, os cistos são cauterizados. Com isso, as pacientes começam a menstruar, ovular e ficam grávidas. Muitas chegam a menstruar regularmente até a menopausa.
10) E quando estas mulheres com ovários policísticos chegam à menopausa, os problemas desaparecem?
Em conseqüência do hiperinsulinismo, essas mulheres, ao chegar à menopausa, apresentam maior risco de apresentar distúrbios cardiovasculares. Mais freqüentemente, elas são hipertensas e desenvolvem diabetes do tipo II, justamente aquele que não é insulinodependente, porque têm resistência à insulina. Por isso, elas devem procurar tratamento pelo menos para normalizar essa resistência à insulina. Assim, independentemente da idade, quando uma mulher tem hiperinsulinismo, uma das tentativas é utilizar a metilformina, uma substância que aumenta a sensibilidade à insulina. De 40% a 50% das pacientes respondem bem a esse esquema terapêutico, as menstruações se regularizam, os níveis de testosterona baixam e elas engravidam.
Alterações menstruais constantes devem ser alerta para as mulheres.
A mulher que apresenta ovários policísticos produz uma quantidade maior de hormônios masculinos, os andrógenos, fator que pode afetar a fertilidade feminina. O principal problema que este desequilíbrio hormonal provoca está relacionado com a ovulação. A testosterona produzida pela mulher interfere nesse mecanismo e, ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade da incidência de cistos, porque eles resultam de um defeito na ação dos hormônios do ovário, impedindo a ovulação.
A seguir, esclareço as dúvidas mais comuns sobre a doença:
1) Quais são os principais sintomas da síndrome dos ovários policísticos?
São as alterações menstruais. A mulher menstrua a cada dois ou três meses e, freqüentemente, tem apenas dois ou três episódios de menstruação por ano. Outro sintoma é o hirsutismo, ou seja, o aumento de pêlos no rosto, nos seios e
na região mediana do abdômen. A obesidade também é um sintoma freqüente. Na verdade, a obesidade piora a Síndrome. Às vezes, a paciente não tem as manifestações sintomáticas, mas quando engorda, elas aparecem.
2) Alterações menstruais muitas mulheres têm. Existe algum tipo que seja característico da síndrome do ovário policístico?
Menstruações espaçadas é a principal característica dessas alterações. Mulheres com ovários policísticos têm apenas dois, três ou quatro episódios menstruais por ano.
3) Em que fase da vida da mulher, a Síndrome costuma aparecer?
Ela começa na puberdade e vai até a menopausa. Alguns casos tornam-se assintomáticos com o tratamento, mas é uma doença crônica. Por isso, é comum a mulher com ovário policístico procurar vários especialistas, ao longo da vida, em busca de tratamento. No entanto, a importância que se dá ao caso, depende da fase da vida que a mulher atravessa. Na puberdade e na adolescência, os pêlos causam maior incômodo. Depois, na idade do casamento, preocupam as alterações menstruais, que podem ser sinal de infertilidade. Há, também, o momento em que a obesidade representa o maior inconveniente. A Síndrome assume maior ou menor relevância, de acordo com a fase de vida da mulher e, conseqüentemente, o tratamento deve respeitar os sintomas que se destacam em determinado período.
4) Como se faz o diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos?
O diagnóstico da doença ficou muito facilitado com o emprego do ultra-som. Antigamente, fazíamos uma pneumopelvigrafia, um exame invasivo porque se aplicava uma injeção de ar no abdômen para visualizar melhor os órgãos pélvicos e tirava-se uma radiografia. Hoje, a sonda do ultra-som sobre a superfície externa do abdômen permite um diagnóstico preciso. Normalmente, os ovários policísticos são visualizados por meio do exame de ultra-som ou no de toque realizado no exame ginecológico de rotina. Às vezes, basta examinar a paciente para localizar os dois ovários aumentados. O ovário tem mais ou menos 9cm³. O ovário policístico chega a ter 20cm³, quer dizer, o dobro do volume. Além disso, sua aparência é típica: fica coberto por uma capa branca semelhante à albugínea que envolve o testículo, e os cistos formam uma saliência na superfície.
5) Qual a diferença entre cisto no ovário e ovário policístico?
A diferença está no tamanho e no número de cistos. Geralmente, na Síndrome, existem de 10 a 20 pequenos cistos com meio centímetro de diâmetro, enquanto os cistos de ovário são únicos e bem maiores, medindo de 3 a 10 cm. Eles só não são únicos nos casos de estimulação ovariana para fertilização assistida, quando podem ocorrer de cinco a dez cistos grandes. Se a mulher faz um ultra-som e encontra um cisto grande no ovário, isso não quer dizer que ela corra risco maior de desenvolver a Síndrome dos Ovários Policísticos. Não há esse perigo. Essa mulher tem, provavelmente, uma alteração no controle da função ovariana que leva à produção do cisto. Ela pode ter um problema no hipotálamo ou na hipófise, que não faz parte da Síndrome dos Ovários Policísticos, uma patologia crônica para a qual ainda não se descobriu a cura.
6) A mulher com síndrome de ovários policísticos produz mais testosterona que a mulher normal?
Quais as conseqüências deste desequilíbrio hormonal? É importante dizer que todas as mulheres produzem fisiologicamente hormônios masculinos. Na mulher, uma das funções dos andrógenos é justamente aumentar a libido. O principal problema que este desequilíbrio hormonal provoca está relacionado com a ovulação. A testosterona interfere nesse mecanismo e, ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade da incidência de cistos, porque eles resultam de um defeito na ação dos hormônios do ovário e isso impede a ovulação. Os cistos representam a parada do desenvolvimento dos folículos para ovular. O folículo, normalmente, atinge um estágio em que arrebenta e expele o óvulo. Quando isso não acontece, um líquido se acumula nesse local. Como mais ou menos dez folículos se desenvolvem todos os meses, surgirão dez ou quinze pequenos cistos característicos do ovário policístico. No entanto, essa mulher não ovula porque lhe faltam condições endócrinas para tanto.
7) O aparecimento da acne é muito freqüente nesse tipo de síndrome?
A acne é um sintoma comum na Síndrome dos Ovários Policísticos. Quando o andrógeno atua sobre o sistema pilossebáceo, aumenta a produção de pêlos e a de material oleoso pelas glândulas sebáceas, o que facilita a instalação das infecções características da acne. É importante que a causa da
acne em adolescentes seja pesquisada, pois pode tratar-se de ovários policísticos.
8) Quais as possibilidades terapêuticas para o tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos?
O tratamento depende da fase de vida da mulher. O que é mais importante em determinado momento e qual o sintoma que mais a incomoda são perguntas que o médico que a assiste deve fazer. Como se trata de uma doença crônica, não há cura da síndrome, e sim, tratamento dos sintomas. Uma adolescente de 15/16 anos, obesa, com pêlos e acne e perturbações menstruais, precisa primeiro tentar emagrecer. Às vezes, só a perda de peso provoca a reversão do quadro, porque a obesidade gera resistência à insulina e essa resistência produz o aumento de andrógenos, os hormônios masculinos. Se ela não for obesa, torna-se necessário diminuir a produção dos hormônios masculinos e uma das maneiras mais simples de fazê-lo é por meio da pílula anticoncepcional. Qualquer pílula, não precisa ser uma em especial, porque todas deprimem a função ovariana e, portanto, diminuem a produção de hormônio masculino. O anticoncepcional atua também na unidade pilossebácea, reduzindo o crescimento dos pêlos e a produção de sebo. Dessa forma, melhoram os quadros de hirsutismo, acne e as alterações menstruais, uma vez que a pílula regulariza os ciclos menstruais.
9) Como a infertilidade está associada à Síndrome dos Ovários Policísticos?
Até os 23 anos de idade, mais ou menos, mulheres com a Síndrome podem ovular esporadicamente. Sabe-se que nem todas as menstruações que ocorrem espaçadamente são ovulatórias, mas algumas são, e a mulher consegue engravidar. É muito comum a referência de que antes dos 23 anos, elas tiveram um ou dois filhos. Depois, não conseguiram mais engravidar. Essa é uma das patologias mais simples de serem tratadas porque as mulheres, em geral, respondem ao indutor da ovulação mais corriqueiro que existe, o clomifeno. Ele é administrado por via oral, cinco dias por ciclo, a partir do primeiro dia e é capaz de corrigir as anomalias endócrinas e provocar ovulação. Grande parte das mulheres responde bem ao tratamento e engravida. Infelizmente, algumas não conseguem porque as condições locais ficaram ruins ou o estroma produz muito andrógeno e é necessário adotar outra tática, como estimular os ovários com gonadotrofinas, o que se faz normalmente na fertilização in-vitro. Atualmente, não empregamos mais a técnica de ressecção em cunha dos ovários. O que se faz é a cauterização laparoscópica. Através de três pequenas incisões na parede abdominal, os cistos são cauterizados. Com isso, as pacientes começam a menstruar, ovular e ficam grávidas. Muitas chegam a menstruar regularmente até a menopausa.
10) E quando estas mulheres com ovários policísticos chegam à menopausa, os problemas desaparecem?
Em conseqüência do hiperinsulinismo, essas mulheres, ao chegar à menopausa, apresentam maior risco de apresentar distúrbios cardiovasculares. Mais freqüentemente, elas são hipertensas e desenvolvem diabetes do tipo II, justamente aquele que não é insulinodependente, porque têm resistência à insulina. Por isso, elas devem procurar tratamento pelo menos para normalizar essa resistência à insulina. Assim, independentemente da idade, quando uma mulher tem hiperinsulinismo, uma das tentativas é utilizar a metilformina, uma substância que aumenta a sensibilidade à insulina. De 40% a 50% das pacientes respondem bem a esse esquema terapêutico, as menstruações se regularizam, os níveis de testosterona baixam e elas engravidam.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Mulheres
Olá,
Como o título ja diz, vamos falar sobre mulheres.Na verdade sobre doenças e sintomas que elas manifestam desde a menarca, e a maioria não se preocupa em procurar um profissional para fazer tratamento.
Digo isto porque presenciei um caso assim. Minha namorada, sempre sentiu muitas cólicas, menstruação desregulada, com intervalos de mais de um mês, e a TPM?
Essa nem se fala, cada mês era um sintoma diferente, vontade compulsiva por doce, depressão, dores nas pernas, ganho de peso, queda de cabelos, espinhas, chorava sem motivo.
Ela foi ao médico fez, uma ultrasson, e descobriu que tinha ovários policísticos, uma deficiência na ovulação, hoje esta fazendo tratamento e terá que fazer acompanhamento de 3 em 3 meses, para acompanhar o crescimento deste pequenos cistinhos.
Devo lembra-los que existe uma diferença entre ovários policísticos e cisto no ovário, mas nos próximos post irei comentar sobre estas diferenças.
Tudo que tenho a dizer é que se você tem estes sintomas, procure um médico especialista.
Como o título ja diz, vamos falar sobre mulheres.Na verdade sobre doenças e sintomas que elas manifestam desde a menarca, e a maioria não se preocupa em procurar um profissional para fazer tratamento.
Digo isto porque presenciei um caso assim. Minha namorada, sempre sentiu muitas cólicas, menstruação desregulada, com intervalos de mais de um mês, e a TPM?
Essa nem se fala, cada mês era um sintoma diferente, vontade compulsiva por doce, depressão, dores nas pernas, ganho de peso, queda de cabelos, espinhas, chorava sem motivo.
Ela foi ao médico fez, uma ultrasson, e descobriu que tinha ovários policísticos, uma deficiência na ovulação, hoje esta fazendo tratamento e terá que fazer acompanhamento de 3 em 3 meses, para acompanhar o crescimento deste pequenos cistinhos.
Devo lembra-los que existe uma diferença entre ovários policísticos e cisto no ovário, mas nos próximos post irei comentar sobre estas diferenças.
Tudo que tenho a dizer é que se você tem estes sintomas, procure um médico especialista.
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