sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Colesterol

O que é o Colesterol?

O colesterol é um tipo de gordura (lipídio) encontrada naturalmente em nosso organismo, fundamental para o seu funcionamento normal. O colesterol é o componente estrutural das membranas celulares em todo nosso corpo e está presente no cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Nosso corpo usa o colesterol para produzir vários hormônios, vitamina D e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. 70% do colesterol é fabricado pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% vêm da dieta.

Por que é importante entender o colesterol?

Quando em excesso (hipercolesterolemia), o colesterol pode se depositar nas paredes das artérias, que são os vasos que levam sangue para os órgãos e tecidos, determinando um processo conhecido com arteriosclerose. Se esse depósito ocorre nas artérias coronárias, pode ocorrer angina (dor no peito) e infarto do miocárdio. Se ocorre nas artérias cerebrais pode provocar acidente vascular cerebral (derrame).

Portanto o colesterol alto é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Quais são os tipos de colesterol?

Existem 2 tipos de colesterol no sangue. O LDL colesterol (low density lipoprotein) também chamado de "mau" colesterol, que promove o depósito da gordura nas paredes das artérias e corresponde a 75% do total do colesterol em circulação. Quanto maior o LDL-C, maior o risco de problemas.

O HDL colesterol (high density lipoprotein), também chamado de "bom" colesterol, transporta o colesterol das células para o fígado, eliminando-o pela bile e fezes. Fornece proteção contra a arteriosclerose e, se o seu nível está baixo, o risco de doença cardiovascular aumenta.

Quais os níveis adequados de colesterol no sangue?

Desejável Limítrofe Aumentado
Colesterol total <200 mg/dl 200-239 mg/dl >240 mg/dl
LDL-C <130 mg/dl 130-159 mg/dl >160 mg/dl
HDL-C: Proteção Padrão normal Risco
Homem 55 mg/dl 35-54 mg/dl <35 mg/dl
Mulher 65 mg/dl 45-64 mg/dl <35 mg/dl

Quem deve dosar o colesterol?

Todos os adultos acima de 20 anos e qualquer pessoa com antecedentes familiares ou que já apresentou alguma manifestação de arteriosclerose.

Quais são as causas do aumento do nível de colesterol?

Existem uma série de fatores que promovem elevação do colesterol. Alguns são modificáveis, pois relacionam-se ao estilo de vida do indivíduo (dieta ou exercício, por exemplo). Outros são inerentes e não podem ser modificados (hereditariedade).
Quais os alimentos que produzem aumento de colesterol?


Só encontramos colesterol nos alimentos de origem animal, que são ricos em gorduras do tipo saturada. Assim o colesterol está presente em todas as carnes e seus derivados, frutos do mar, gema de ovo, leite e seus derivados.

Outras fontes de gordura saturada:

• Alimentos industrializados: bolos, biscoitos, chocolates, tortas, sorvetes.
• Alimentos vegetais: côco, banha de côco, azeite de dendê.

As gorduras insaturadas ajudam a diminuir o colesterol sanguíneo, mas por serem muito calóricas e engordar devem ser consumidas com cuidado. Estão presentes nos óleos vegetais (oliva, canola, soja, milho, girassol), nozes, avelãs, abacate, margarinas.

Alimentos de origem vegetal não contêm colesterol

Alguns fatores que você pode controlar

• Exercícios
Exercícios aeróbicos são uma forma de aumentar o HDL-C e reduzir o LDL-C, perder peso e controlar a pressão arterial.
Discuta com o seu médico qual o melhor exercício para você.
• Dieta balanceada
O excesso de peso, especialmente a gordura abdominal (barriga), aumenta uma outra substância gordurosa chamada triglicérides. Além disso reduz o nível de HDL-C e aumenta o LDL-C.

• Peso
O excesso de peso tende a aumentar o seu nível de LDL ("mau") colesterol. A perda de peso pode ajudar a diminuir o LDL-C e aumentar os níveis de HDL ("bom") colesterol.

Fatores que você não pode controlar

• Sexo
Homens têm maior risco de apresentar colesterol elevado que as mulheres. Mas depois da menopausa, o LDL-C da mulher aumenta e o HDL-C diminui.

• Idade
O colesterol aumenta com a idade. Nos homens isso ocorre a partir dos 45 anos e nas mulheres a partir dos 55 anos

• Hereditariedade
Os genes podem influenciar o nível do LDL ("mau") colesterol através da velocidade com que o mesmo é produzido e removido do sangue.

Será que o meu nível de colesterol é alto?

Normalmente a elevação dos níveis do colesterol não provoca sintomas. O primeiro sinal pode ser um ataque do coração. A única forma de saber o seu colesterol é através de exame de sangue. Pergunte ao seu médico.

Como posso controlar o meu colesterol?

Através de uma alimentação balanceada, da perda de peso (se você for obeso) e da realização de exercícios físicos você estará colaborando para que o seu colesterol esteja dentro dos níveis normais. Lembre-se, entretanto, que qualquer uma destas condutas só poderá ser tomada junto com o seu médico.

Às vezes, apesar de tudo isso, o colesterol pode permanecer elevado. Poderá então ser necessária a administração de algum medicamento redutor de colesterol, que somente poderá ser prescrito pelo seu médico.

Por quanto tempo deve ser feito o tratamento?

De forma semelhante a de outros problemas crônicos, como diabetes e hipertensão, o tratamento das alterações do colesterol deve ser mantido por toda a vida. Tanto os cuidados com a alimentação e exercícios, como o uso de medicamentos, deverão ser empregados por tempo indeterminado.

Fonte: Novartis

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Uréia e creatinina – Avaliando a função renal verificando valores normais no sangue

A creatinina é um importante parâmetro para diagnosticar vários problemas renais, um dos exames mais solicitados no laboratório de análises clínicas, realizado no sangue e na urina, a creatinina é um composto orgânico nitrogenado não-protéico formado a partir da desidratação da creatina. A interconversão de fosfocreatina e creatina é uma característica particular do processo metabólico da contração muscular. Uma parte da creatina livre no músculo não participa da reação e é convertida espontaneamente em creatinina. A uréia é outro tipo de exame realizado no laboratório de análises clínicas, sintetizada no fígado a partir de CO2 e amônia, é o principal produto do metabolismo protéico, circula no sangue e é filtrada nos rins, a maior parte excretada na urina. Não é tão específica para avaliação da função renal como a creatinina.

Mesmo a uréia não tendo a boa especificidade para diagnosticar mudanças da função renal geral, ela é mais sensível a alterações primárias das condições renais, por isso é um marcador que tem forte importância em casos que envolvam esta condição.

A creatinina avalia o ritmo de filtração glomerular, aumenta sua concentração no sangue a medida que reduz a taxa de filtração renal, em função desta característica é possível analisar este produto presente no sangue para identificar alterações.

Este texto foi criado em função de algumas perguntas que venho recebendo em posts de outros exames que relatei, como é o caso do hemograma completo, útil para avaliar anemias, processos infecciosos, leucemias e outras alterações importante, sempre fazem perguntas sobre a glicose o colesterol total, triglicérides, urina, e muitas vezes estes exames são solicitados em conjunto com a uréia e a creatinina, e por isso achei importante relatar também sobre estes dois exames para complementar o quadro pesquisado pelo médico.

Os dois exames geralmente são solicitados durante a consulta em casos de suspeita clínica de alterações das características renais do paciente, pois a concentração de creatinina sérica é mais sensível e tem especificidade maior do que a concentração da uréia sérica, por isso, freqüentemente a quantidade de creatinina presente no sangue é proporcional a gravidade da doença.

Tanto a uréia como a creatinina são exames de fácil execução dentro do laboratório clínico, principalmente porque hoje quase todos os centros de dosagem estão automatizados, facilitando a análise, proporcionando um resultado fidedigno e com grande rapidez, dentro de poucos horas os exames podem ser entregues ao paciente, na recepção ou mesmo via internet.

Creatinina tende aumentar mais lentamente que a uréia na doença renal, mas reduz mais lentamente com a hemodiálise.

Solicitação do médico | como realizar o exame
Para poder realizar este exame na rede pública do seu município (disponível na rede do SUS), ou em laboratório particular é necessária a solicitação do médico assistente. A coleta do sangue geralmente é realizada pela manhã, verifique qual a recomendação de jejum preconizada pelo laboratório que irá prestar o serviço.

Valores de referência (resultado do exame)
Os valores de referência ou normais para a creatinina: Adulto: 0,60 a 1,30 mg/dL, Criança 0 a 1 semana: 0,60 a 1,30 mg/dL, Criança 1 a 6 meses : 0,40 a 0,60 mg/dL, Criança 1 a 18 anos : 0,40 a 0,90 mg/dL. Estes valores podem ter ligeiras variações dependendo do laboratório.

Os valores de referência ou normais para uréia: 10 a 40 mg/dl.

Valores alterados – Aumento e redução
Os valores da uréia estão aumentados em casos de insuficiência renal aguda ou crônica, choque, insuficiência cardíaca congestiva, desidratação acentuada, catabolismo protéico aumentado, perda muscular, alguns medicamentos também podem causar aumentos da uréia (tetraciclinas com uso de diuréticos, é um caso).

Já valores reduzidos da uréia são referidos em casos de gravidez (segundo trimestre), diminuição do consumo de proteínas, uso de reposição de fluidos intravenosa, insuficiência hepática severa, infância, desnutrição, certos medicamentos, entre eles, hormônios anabolizantes, estreptomicina, cloranfenicol.

No caso da creatinina os valores aumentados indicam diminuição da função renal, perceba que é necessária a perda da função renal em pelo menos 50% para que ocorra elevação dos níveis de creatinina, desidratação e choque, obstrução do trato urinário, intoxicação com metanol, doenças musculares (rabdomiólise, gigantismo, acromegalia, etc.).

Enquanto que valores diminuídos de creatinina são indicativos debilitação, gravidez, massa muscular reduzida.

Sustâncias interferentes
Exercícios físicos fortes não freqüentes podem causar interferência, acusando resultados maiores que normalmente seriam da creatinina, ocorre o mesmo com algumas drogas como a cimetidina, quimioterápicos, cefalosporinas e ácido ascórbico e os aminoglicosídeos, hidantoína.

Considerações
As considerações expostas neste texto servem como simples consulta superficial, o resultado baixo, normal ou alto de seu exame só poderá ser interpretado corretamente pelo seu médico, pois ele fará a correlação deste valores encontrados pelo laboratório com a condição clínica ou sintomas gerais verificados por ele no momento da consulta, assim chegará a um diagnóstico.

Faça consulta com seu médico regularmente, ele saberá quais os exames laboratoriais serão necessários para esclarecer a patologia pesquisada, exames também são importantes para um diagnóstico seguro.

domingo, 8 de agosto de 2010

Ácido Úrico

Acúmulo de ácido úrico no sangue?

Ter ácido úrico nas veias é normal — ele é um produto do nosso metabolismo, gerado a partir da quebra das moléculas de proteína dos alimentos que ingerimos. Ele passa para o sangue e parte dele deve ser eliminado pelos rins e intestinos. Mas algumas pessoas têm dificuldade em eliminá-lo ou o produzem em excesso. O diagnóstico de hiperuricemia é feito por meio de exames que analisam a quantidade de ácido úrico no sangue.

A gota, um dos problemas mais comuns do excesso desse ácido, é uma doença hereditária que atinge muito mais homens do que mulheres — a proporção é de 8 para 1. “O ácido úrico se deposita nos tecidos das articulações e pode destruí-los”, explica o nutrólogo Valter Makoto (SP). Nem todos os que têm altas taxas de ácido úrico terão problemas. Mas quem tem predisposição genética para as crises de gota deve ficar atento: os primeiros sintomas incluem dores nas articulações, principalmente no dedão do pé, inchaço e vermelhidão na região. A dor pode se espalhar para as articulações dos joe lhos, cotovelos, mãos e ombros. “O excesso de ácido úrico também causa tofos, pequenos caroços na pele. E, quando seus cristais se depositam nos rins, formam os cálculos renais, a famosa pedra nos rins”, alerta Nelson Iucif Jr., médico e diretor do departamento de Nutrologia Geriátrica da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

E o pior: Pesquisa recente, realizada pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor), conclui que o ácido úrico sozinho é capaz de aumentar em 3,5 vezes os riscos de um adulto apresentar calcificação nas artérias do coração — o que significa um potencial 10 a 12 vezes maior de ocorrer um infarto e morte súbita.

Não há cura para este mal, mas é possível controlar os níveis de ácido úrico no sangue. Em casos mais graves, há medicamento específico, usado fora das crises. Para a maioria das pessoas que tem hiperuricemia, a recomendação é evitar os fatores agravantes, como exercícios em excesso, uso de diuréticos e antiinflamatórios e dietas ricas em purinas — substâncias de alguns alimentos que fazem parte das proteínas e que ajudam a aumentar a concentração de ácido úrico. E quem tem gota deve evitar bebidas alcoólicas. “Elas ajudam o ácido úrico a formar um cristal e a entrar na articulação”, explica Nelson Iucif.

A seguir, confira quais alimentos são permitidos e quais são proibidos para se manter longe das crises.


PRODUTOS PROIBIDOS

Carnes: bacon, vitela, cabrito, carneiro, miúdos (fígado, coração, rim, língua). Peixes e frutos do mar: salmão, sardinha, truta, bacalhau, ovas de peixe, marisco, ostra, camarão. Aves: peru e ganso. Bebidas alcoólicas.

PERMITIDOS COM MODERAÇÃO

Carnes: vaca e frango. Peixes e frutos do mar: lagosta, caranguejo. Leguminosas: feijão, grão-de-bico, ervilha, lentilha, aspargos, cogumelos, couve-flor, espinafre.

LIBERADOS

Leite, chá, café, chocolate, queijo amarelo magro, ovo cozido, cereais como pão, macarrão, fubá, arroz branco, milho, mandioca, sagu, vegetais (couve, repolho, alface, acelga e agrião), doces e frutas.


Fonte: Revista Viva Saúde
http://www.revistavivasaude.com.br/

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Bactérias


Imagem em microscópio de uma colônia de bactérias


Tipos de bactérias, doenças causadas por bactérias, formas de contágio, desenvolvimento, combate com o uso de
antibióticos, os germes, formas patogênicas.


O que são bactérias

As bactérias são seres muito pequenos que, em sua maior parte, não podem ser vistos a olho nu. Apesar de seu tamanho, elas se multiplicam em grande velocidade, e, muitas delas, conhecidas como germes, são prejudiciais a saúde do homem, pois podem causar inúmeras doenças.

Características e informações sobre as bactérias

Elas se encontram por toda parte, e há milhares delas no ar, na água, no solo e, inclusive, em nossos corpos. Contudo, nem todas são maléficas, há aquelas que desempenham papéis extremamente úteis para muitas formas de vida, inclusive para os seres humanos. No caso de plantas, como as ervilhas, elas se beneficiam desta forma de vida, que habita em suas raízes dentro de pequenos caroços, em seu crescimento através da substância química que estas bactérias produzem.

No solo existem bactérias que podem ser benéficas de várias maneiras, uma delas é ajudar as folhas velhas das plantas a apodrecerem fornecendo alimento às novas plantas. Entretanto, há certas bactérias que são daninhas aos vegetais prejudicando-os a ponto de destruí-los.

No caso dos seres humanos, elas podem ser combatidas através do uso de antibióticos, que, quando usados conforme orientação médica, tem efeito eficaz sobre os germes prejudiciais a saúde. Caso contrário, elas aumentarão rapidamente ampliando o número de colônias. Em muitos casos, elas podem ser transferidas de pessoas para pessoas.

Podemos citar como principais tipos de bactérias : Cocos (formato arredondado); Bacilos (alongadas em forma de bastonetes); Espirilos (formato espiralado) e Vibriões (possuem formato de virgulas).

Até 300 anos atrás, ninguém sabia da existência deste tipo de vida, foi um holandês chamado Leeuwenhoek que as observou pela primeira vez. Em 1865, Louis Pasteur, através de seus estudos e observações, descobriu como elas se multiplicam e causam doenças. Contudo, os estudos desta forma de vida só foram mais precisos depois que Roberto Koch, em 1870, descobriu como colori-las e mantê-las vivas em uma espécie de geléia que ele mesmo criou. Desta forma, elas poderiam ser observadas por mais tempo e também de formas diferentes, fato que permitiria um conhecimento mais completo e aprofundado deste tipo de vida.

Principais doenças causadas por bactérias :

Tuberculose: causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis.
Hanseníase (lepra): transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium lepra).
Difteria: provocada pelo bacilo diftérico.
Coqueluche: causada pela bactéria Bordetella pertussis.
Pneumonia bacteriana: provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae.
Escarlatina: provocada pelo Streptococcus pyogenes.
Tétano: causado pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani).
Leptospirose: causada pela Leptospira interrogans.
Tracoma: provocada pela Chlamydia trachomatis.
Gonorréia ou blenorragia: causada por uma bactéria, o gonococo (Neisseria gonorrhoeae).
Sífilis: provocada pela bactéria Treponema pallidum.
Meningite meningocócica: causada por uma bactéria chamada de meningococo.
Cólera: doença causada pela bactéria Vibrio cholerae , o vibrião colérico.
Febre tifóide: causada pela Salmonella typhi.